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Quando o redutor de um veículo elétrico perde precisão na lubrificação

O óleo do redutor não serve apenas para lubrificar: quando perde as propriedades corretas, engrenagens e rolamentos podem começar a desgastar-se.
Check-up Media electric car

Nos veículos elétricos, o redutor é responsável por transmitir o binário do motor elétrico para as rodas através de um conjunto relativamente compacto de engrenagens e rolamentos.

Apesar de não existir uma caixa de velocidades convencional com várias relações, o conjunto está sujeito a elevados esforços, sobretudo devido ao binário instantâneo dos motores elétricos.

Um dos primeiros sinais de que a lubrificação já não está nas melhores condições pode ser uma alteração muito subtil na suavidade da transmissão. Ao acelerar e levantar o pé do acelerador, a passagem entre tração e retenção pode tornar-se ligeiramente menos progressiva.

Espécie de zumbido

Outro indício é o aparecimento de um ruído muito discreto, semelhante a um zumbido, que acompanha a velocidade do veículo e não necessariamente a rotação do motor. Numa fase inicial, pode ser quase impercetível.

Também pode existir uma diferença de comportamento entre o redutor frio e depois de atingir a temperatura de funcionamento. Alterações na viscosidade do lubrificante podem fazer com que determinados ruídos ou vibrações se tornem mais evidentes após vários quilómetros.

Check-up Media electric car sign

A análise do óleo pode revelar sinais ainda mais importantes. Partículas metálicas em suspensão, alteração da cor ou presença de contaminantes podem indicar desgaste interno antes de existirem sintomas suficientemente fortes para serem percebidos pelo condutor.

Nível do lubrificante

Outro ponto importante é o nível do lubrificante. Uma pequena perda através de um retentor pode não deixar uma mancha evidente no chão, mas reduzir, progressivamente, a quantidade disponível para lubrificar engrenagens e rolamentos.

O mais enganador é que o veículo pode continuar a funcionar perfeitamente. Não existe uma caixa a patinar, mudanças a falhar ou necessariamente qualquer aviso eletrónico, porque o problema é, essencialmente, mecânico.

Se o lubrificante perder capacidade de proteger as superfícies de contacto, aumenta o atrito e a temperatura dentro do redutor. A longo prazo, esse processo pode acelerar o desgaste das engrenagens, rolamentos e superfícies de contacto.

O diagnóstico deve incluir a verificação do nível e estado do lubrificante, inspeção de possíveis fugas e análise de ruídos e vibrações em função da velocidade do veículo. Sempre que o fabricante estabelecer um procedimento específico para o óleo do redutor, esse procedimento deve ser seguido.

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