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Quando o compressor da suspensão pneumática começa a trabalhar mais do que devia

Ciclos de enchimento cada vez mais frequentes podem denunciar uma pequena perda de pressão antes de a suspensão começar a baixar.
Check-up Media mechanic inspection

Nos veículos equipados com suspensão pneumática, o compressor elétrico não trabalha continuamente. Entra em funcionamento quando é necessário repor a pressão do circuito e manter a altura da carroçaria dentro dos valores definidos. Quando começa a funcionar mais vezes do que o habitual, pode existir um problema ainda numa fase muito inicial.

Um dos primeiros sinais é ouvir o compressor com maior frequência depois de estacionar o veículo. Um ciclo ocasional é normal, mas ativações repetidas sem alteração da altura da carroçaria merecem atenção.

Fuga no circuito

Outro indício é o compressor permanecer ligado durante mais tempo para atingir a pressão necessária. Isto pode acontecer devido a uma pequena fuga no circuito ou porque o próprio compressor já não consegue produzir o mesmo caudal de ar.

Também pode verificar-se uma diferença muito ligeira na altura de um dos eixos depois de o veículo permanecer estacionado durante várias horas. Inicialmente, a centralina consegue compensar essa perda e voltar a nivelar a carroçaria.

As fugas nem sempre estão nas bolsas de ar. Podem surgir em tubos, uniões, válvulas, blocos de distribuição ou ligações que perdem estanquidade de forma progressiva.

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Temperaturas elevadas

Outro ponto importante é o comportamento do compressor quando a suspensão é ajustada várias vezes. Se começa a atingir temperaturas elevadas ou necessita de períodos de funcionamento cada vez maiores, pode estar a trabalhar acima do regime previsto.

O mais enganador é que o automóvel mantém a altura correta. Para o condutor, tudo parece normal, mas o compressor está a compensar constantemente uma perda que, anteriormente, não existia.

Excesso de ciclos

Se esta situação continuar, o excesso de ciclos pode provocar sobreaquecimento e acelerar o desgaste do próprio compressor. Uma pequena fuga pode, assim, transformar-se numa reparação muito mais dispendiosa.

O diagnóstico deve começar por observar a frequência e duração dos ciclos de funcionamento, verificar a altura da suspensão ao longo do tempo e testar a estanquidade do circuito. Também é importante analisar o estado do compressor, do secador de ar e das válvulas de controlo.

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