Vidro que fecha sozinho a meio do curso denuncia “só” sensor anti-entalamento?

Interrupções no movimento do vidro podem ser o primeiro sinal de falhas elétricas momentâneas e não apenas de um sistema de segurança sensível.
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Quando um vidro elétrico interrompe o fecho a meio do curso e recua automaticamente, a explicação mais comum aponta para o sensor anti-entalamento. No entanto, quando este comportamento surge de forma intermitente, sem resistência real no vidro e mesmo após calibração correta, o problema costuma ir além do sistema de proteção.

Quedas de tensão

Na maioria dos casos, a origem está em quedas momentâneas de tensão no circuito. Os módulos de controlo interpretam qualquer variação abrupta de consumo como um obstáculo. Se a tensão disponível cair subitamente, mesmo por frações de segundo, o sistema reage por segurança, interrompendo o movimento e revertendo o sentido.

Estas quedas podem ser causadas por pontos de massa degradados, conectores com resistência elevada, cablagens fatigadas na zona da porta ou até por baterias aparentemente saudáveis, mas incapazes de manter tensão estável sob carga instantânea. O motor do vidro é um consumidor exigente no arranque e qualquer limitação elétrica torna-se imediatamente visível no seu funcionamento.

Atrito mecânico

Outro fator frequentemente ignorado é o atrito mecânico progressivo. Calhas sujas, ressequidas ou ligeiramente deformadas aumentam o esforço necessário para mover o vidro.

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O motor consome mais corrente, aproximando-se do limite interpretado pelo módulo como obstáculo. O sistema não “sabe” se é resistência mecânica ou falha elétrica: apenas reage ao valor elétrico que lê.

Módulos de conforto com software desatualizado ou adaptações fora do ideal também podem tornar o sistema excessivamente sensível. Nestes casos, o vidro funciona bem na maior parte do tempo, mas falha em condições específicas: motor quente, vários consumidores ligados ou após percursos curtos.

Verificar massas

Substituir componentes sem analisar o comportamento elétrico real costuma resolver o sintoma apenas temporariamente. Medir quedas de tensão sob carga, verificar massas, inspecionar cablagens na zona móvel da porta e avaliar o esforço mecânico do vidro é essencial para um diagnóstico eficaz.

Um vidro que fecha sozinho não está apenas a “ser sensível”. Muitas vezes, está a revelar um sistema elétrico que já não responde com a estabilidade que deveria, muito antes de surgir qualquer aviso no painel.

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