O para-brisas deixou de ser apenas um elemento de proteção. É, também, o suporte de câmaras e sensores responsáveis por sistemas como a travagem automática de emergência, manutenção na faixa de rodagem, reconhecimento de sinais de trânsito, máximos automáticos e sensor de chuva.
Quando a qualidade ótica do vidro se degrada, estes sistemas podem perder precisão, mesmo que o para-brisas não apresente qualquer fissura. Um dos primeiros sinais é o funcionamento inconsistente dos sistemas ADAS. Em situações semelhantes, o veículo pode reagir de forma diferente sem existir qualquer avaria eletrónica.
Ativação irregular
Outro indício frequente é a ativação irregular dos máximos automáticos. As luzes podem demorar mais tempo a alternar entre médios e máximos ou reagir de forma inesperada.
Também o sensor de chuva pode perder precisão, acionando as escovas do limpa para-brisas demasiado cedo, demasiado tarde ou com uma velocidade inadequada.
Em alguns casos, nota-se uma menor eficácia do assistente de manutenção na faixa de rodagem, sobretudo em boas condições de visibilidade, onde o sistema deveria funcionar sem dificuldade.
Aumento dos reflexos
Outro sinal subtil é o aumento dos reflexos ou da dispersão da luz, especialmente ao nascer e ao pôr do sol ou durante a condução noturna. Embora quase impercetíveis ao condutor, estas alterações podem influenciar a leitura das câmaras.
O mais enganador é que o para-brisas parece estar em perfeito estado. Microdesgaste provocado pelas escovas, impactos de partículas, reparações antigas, películas não homologadas ou resíduos acumulados na zona das câmaras podem alterar a passagem da luz sem qualquer dano visível.
Qualidade do vidro
As causas podem ainda incluir substituições de vidro sem calibração correta dos sistemas ADAS, um procedimento indispensável em muitos veículos modernos.
O diagnóstico passa pela inspeção da zona onde estão instaladas as câmaras e os sensores, verificação da qualidade ótica do vidro e confirmação da calibração dos sistemas eletrónicos.