A reparação de um para-brisas não representa apenas uma poupança de tempo e dinheiro. “Tem, também, um impacto ambiental significativamente menor do que a substituição, podendo reduzir até 10 vezes as emissões de CO₂ associadas ao serviço”, de acordo com dados divulgados pela Glassdrive.
Segundo a Análise de Ciclo de Vida (ACV) da empresa, “uma reparação realizada num dos seus centros gera, em média, cerca de 8 kg de CO₂ equivalente (CO₂e), enquanto a substituição de um vidro representa, aproximadamente, 60 km”, adianta a empresa.
Os valores, baseados em dados recolhidos pelo grupo e, atualmente, em processo de verificação externa segundo a norma ISO 14044, traduzem uma diferença de cerca de oito vezes entre as duas intervenções.
Impacto ambiental
“A vantagem ambiental pode ser ainda maior quando a comparação é feita com uma substituição convencional que envolva um para-brisas importado e fabricado fora da Europa. Nesse cenário, a reparação poderá representar até 10 vezes menos emissões”, sublinha a Glassdrive.
A diferença explica-se, sobretudo, pelo impacto ambiental associado ao fabrico de um vidro novo. “A substituição implica uma cadeia de processos que começa na extração de matérias-primas e passa pela produção do vidro plano, transformação em para-brisas, transporte e instalação”, explica a empresa.

“Pelo contrário, reparar um dano localizado permite conservar o componente original e evitar grande parte destas etapas”, acrescenta a mesma fonte.
“Na distribuição das emissões de uma substituição convencional, cerca de 55% estão associadas à produção de vidro plano e outros 22% ao fabrico do para-brisas”, afirma a Glassdrive.
“A distribuição representa 18% do impacto total, enquanto a instalação e o tratamento do vidro antigo correspondem a 2% e 3%, respetivamente”.
Rapidez de intervenção
A rapidez da intervenção é outro fator determinante. “Reparar um pequeno dano numa fase inicial permite, em muitos casos, evitar que este evolua para uma fissura ou quebra de maiores dimensões, que poderá tornar inevitável a substituição. Além de reduzir o impacto ambiental, a reparação é, geralmente, um processo mais rápido”, defende a Glassdrive.
A dimensão da diferença também se reflete no consumo energético. De acordo com dados apresentados pela Glassdrive, a “energia necessária para produzir um único para-brisas equivale, em média, à utilizada em cerca de 10 mil reparações”.

A empresa, integrada no Grupo Saint-Gobain, defende, por isso, que a “reparação deve ser a primeira opção sempre que as condições de segurança o permitam”.
Nos casos em que a substituição é necessária, a Glassdrive assegura que “recorre a técnicos especializados, procedimentos definidos pelos fabricantes e adesivos de elevada qualidade, utilizando vidros com características equivalentes às do equipamento de origem”, assegura.
A mensagem é clara: “Perante um pequeno dano no para-brisas, agir atempadamente pode fazer a diferença, não só na segurança e nos custos de manutenção do automóvel, mas, também, na pegada ambiental associada à intervenção”, conclui.
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