A cooperativa portuguesa Fruta Feia foi uma das três vencedoras da terceira edição dos Prémios Fundação Moeve, iniciativa que “distingue soluções inovadoras capazes de acelerar uma transição ecológica justa através de projetos com impacto ambiental e social”, avança a empresa, em comunicado.
10 finalistas
A cerimónia de entrega decorreu na Torre Moeve, em Madrid, e reuniu 10 projetos finalistas selecionados entre 340 candidaturas provenientes de Portugal e Espanha. Entre os finalistas estiveram ainda outras três iniciativas portuguesas: Refood, Guardiãs do Mar e Novonovo.
“A Fruta Feia destacou-se pelo seu trabalho no combate ao desperdício alimentar, ao criar uma ligação direta entre produtores e consumidores para escoar fruta e legumes rejeitados por critérios estéticos”, revela a empresa.
“Através de uma rede logística de proximidade, a cooperativa permite dar valor comercial a produtos que seriam descartados, promovendo padrões de consumo mais conscientes e sustentáveis”, sublinha.
Prémio global
O júri distinguiu, também, os projetos DesaLIFE, um sistema offshore de dessalinização alimentado por energia das ondas, e FORTALECE, da Universidade de Granada, centrado na gestão sustentável da água e dos sistemas de regadio tradicionais.
“Os três vencedores vão repartir um prémio global de €120.000 e terão acesso a um programa de acompanhamento da Fundação Moeve, com mentoria especializada e apoio ao desenvolvimento das iniciativas”, pode ler-se no mesmo documento.
Plataforma de referência
Maarten Wetselaar, presidente da Fundação Moeve, destaca o impacto destes projetos na transição ecológica. “A transição ecológica justa e sustentável só é possível graças ao talento e ao empenho das pessoas por detrás destas iniciativas. São projetos que inspiram confiança no futuro”, afirma.
Também Bettina Karsch, vice-presidente da fundação, sublinha o impacto concreto das soluções distinguidas. “Hoje, celebramos pessoas que estão a transformar ideias em projetos reais, com impacto direto nas comunidades e no ambiente”, refere.
A presença de quatro projetos portugueses entre os 10 finalistas reforça o dinamismo do ecossistema nacional de inovação social e ambiental no contexto ibérico.
“Os Prémios Fundação Moeve afirmam-se como uma plataforma de referência para soluções ligadas à economia circular, gestão da água, regeneração dos ecossistemas, empregabilidade verde e redução do desperdício alimentar”, conclui.
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