“O setor automóvel está a mudar. A eletrificação, a digitalização e a evolução dos sistemas de mobilidade estão a transformar, profundamente, as competências exigidas aos profissionais da área. Com esta transformação, cresce, também, a necessidade de atrair novos perfis e de diversificar quem entra na formação”, adianta o CEPRA.
“E é aqui que surge uma oportunidade concreta: trazer mais mulheres para estas áreas. No âmbito da Estratégia Nacional para o Digital, em particular da Estratégia Nacional para as Raparigas nas áreas STEAM, foi deliberada a majoração das bolsas atribuídas a formandas que integrem ações de formação nestas áreas, com efeitos a partir de 1 de abril de 2026”, revela.
Segundo diz, “a medida visa combater a sub-representação feminina em domínios tecnológicos, como é o caso da formação automóvel, onde a presença de mulheres ainda é reduzida”.
No mesmo documento, pode ler-se: “A majoração das bolsas funciona como um fator adicional de atratividade para estes percursos formativos. Os benefícios são múltiplos: alarga o universo de potenciais candidatos às ações de formação; contribui para uma maior diversidade de perfis e competências: reforça a capacidade de resposta do setor face às exigências atuais e futuras”.
No que respeita aos valores concretos, as bolsas a atribuir a raparigas e mulheres no CEPRA ficam definidas nos seguintes termos: “Na bolsa de profissionalização nos cursos de Aprendizagem, o valor corresponde a 60% do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), subindo para 75% no caso de formandas com deficiência ou incapacidade”, diz.
E vai mais longe: “Por sua vez, na modalidade Aprendizagem+, o valor sobe para 100% do IAS. Relativamente à bolsa de formação, esta é, igualmente, fixada em 100% do IAS”.
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