“No universo Bugatti Sur Mesure, algumas das criações mais extraordinárias que emergem do Atelier em Molsheim são aquelas que resultam da estreita colaboração entre a dedicada equipa de design da Bugatti e um colecionador fiel”, adianta a marca francesa.
“Para um destes colecionadores, esta relação especial com a Bugatti já deu origem a quatro obras-primas unidas por um único fio condutor: a beleza do mundo natural. O W16 Mistral ‘Fly Bug’ é a mais recente criação desta coleção”, acrescenta.
“O W16 Mistral ‘Fly Bug’ junta-se a outros três projetos notáveis: Veyron Grand Sport Vitesse ‘Hellbug’, Chiron ‘Hellbee’ e Divo ‘Lady Bug’. Cada carro teve a sua personalidade inspirada na fauna que nos rodeia – pequenas criaturas de uma complexidade incrível”, diz.
E vai mais longe: “O W16 Mistral ‘Fly Bug’ é mais uma obra-prima Sur Mesure desta coleção, que encontra a sua inspiração na libélula. Criatura de asas iridescentes e velocidade sem esforço, que personifica a elegância intemporal e o fascínio silencioso, a libélula dispõe, talvez mais do que qualquer outra, da essência do espírito Bugatti”.
Peça de coleção
Existem tantas histórias de projetos Sur Mesure como encomendas da Bugatti. Para este projeto, a faísca inicial surgiu de uma troca profundamente pessoal entre o colecionador e Frank Heyl, Diretor de Design da Bugatti, refletindo as relações únicas que definem a marca, onde a confiança e o diálogo dão origem às ideias mais extraordinárias.
A partir daí, o testemunho criativo passou para a equipa de Cor, Materiais e Acabamento (CMF) do Estúdio de Design da Bugatti em Berlim, onde os criativos de cor e materiais, incluindo designers gráficos, especialistas em materiais, visualizadores e modeladores, trabalharam para destilar a visão do cliente numa direção de estilo distinta.
“Isto garantiu que o quarto carro se destacasse como uma criação única e uma peça coesa da coleção, tanto na estética como na narrativa. A direção criativa que se consolidou foi pautada, em parte, pela preferência já estabelecida do colecionador por um motivo característico: um tema visual que pudesse evoluir naturalmente de um automóvel para o outro”, explica a marca.
Esta visão já se tinha expressado em encomendas anteriores: do Veyron Grand Sport Vitesse “Hellbug” ao intrincado padrão geométrico em forma de diamante do Divo “Lady Bug” – composto por cerca de 1.600 formas precisamente dispostas que fluem pelas superfícies do automóvel – e à ousada interpretação vista no Chiron “Hellbee”, onde o motivo assumiu um carácter mais gráfico.
Pintura exclusiva
Para o Mistral “Fly Bug”, a equipa desenvolveu um padrão elíptico que se espalha pelo exterior, tornando-se mais denso em direção à traseira do carro e desaparecendo na escuridão das entradas de ar.
O W16 Mistral “Fly Bug” apresenta uma pintura exclusiva, desenvolvida, especificamente, para esta nova obra-prima. Batizada de “Dragonfly Blue”, a cor oscila entre o azul e o turquesa, dependendo da luz e do ângulo de visão, refletindo o brilho das asas da libélula.
Tal como as asas do inseto parecem mudar de tonalidade e intensificar-se à medida que dança no ar, o acabamento do “Fly Bug” revela diferentes facetas da sua superfície a cada mudança de perspetiva. A mesma cor estende-se às rodas, combinadas o mais fielmente possível à carroçaria, apesar dos diferentes materiais e sistemas de pintura envolvidos.
A estética do exterior continua no interior. Foi desenvolvido um material multicamadas exclusivo para o habitáculo: pele sobreposta a Alcantara num padrão geométrico, na cor “Dragonfly Blue”, e com um efeito tridimensional proporcionado por uma técnica de acabamento especializada.
Rembrandt Bugatti
O padrão elíptico foi transposto para os painéis das portas, adaptado à geometria de cada componente. Notavelmente, esta é a primeira vez que a Bugatti aplica um padrão gráfico tanto na face do painel da porta como na zona do apoio de braço, um processo que exigiu uma estreita colaboração com a equipa de engenharia da Bugatti para garantir que o material se ajustava perfeitamente às superfícies curvas, sem imperfeições.
A integração do Bugatti Macaron no padrão elíptico foi uma das tarefas técnicas mais exigentes do projeto. O icónico emblema oval, presente nas grelhas em forma de ferradura da marca há mais de um século, foi incorporado no grafismo elíptico na lateral do automóvel a pedido do cliente – pela primeira vez.
Para alcançar este resultado, foi necessário um trabalho minucioso para encontrar escala e posição corretas, de modo a que cada detalhe, incluindo o seu delicado anel de pontos e a inscrição precisa, pudesse ser fielmente reproduzido.
No seletor de marchas do Mistral Sur Mesure, o famoso “Elefante Dançante” ocupa o seu lugar: uma referência ao legado de Rembrandt Bugatti, cujas esculturas de animais constituem uma parte duradoura da herança da marca, e uma lembrança da apreciação do proprietário pelo mundo natural.
Bugatti Sur Mesure
Desde a aprovação final do design até ao carro finalizado, as equipas da Bugatti levaram meses a dar vida ao W16 Mistral “Fly Bug”. Um projeto desta complexidade exige tempo e dedicação.
Para este projeto específico, a paixão ilimitada e a valiosa experiência da equipa de personalização da Bugatti desempenharam um papel fundamental para alcançar um resultado impecável.
O W16 Mistral “Fly Bug” acrescenta uma nova obra de arte à coleção de um proprietário de um Bugatti e representa um projeto que testou a equipa de personalização da marca em cada etapa.
O resultado é um hipercarro cujos detalhes se revelam gradualmente. Para a equipa em Berlim, é mais uma obra-prima intemporal. Para o proprietário, representa a conclusão natural de uma viagem criativa profundamente pessoal.
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