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Polestar e Oxford revelam o que define a performance

Para além da potência: será possível medir a experiência humana da performance? A Polestar e os investigadores da Universidade de Oxford colocaram esta questão à prova.
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“Tradicionalmente,  a performance tem sido medida em números: potência, aceleração, forças g em curva e tempos por volta. No entanto, à medida que os automóveis elétricos vão equilibrando cada vez mais o mercado e proporcionam níveis extraordinários de performance, surge uma nova questão: como medir aquilo que a performance faz sentir ao ser humano ao volante?”, começa por enquadrar a Polestar.

Um novo estudo-piloto realizado por investigadores do SDG Impact Lab, da Universidade de Oxford, em colaboração com a Polestar, deu um primeiro passo para responder a essa questão.

“O estudo combinou telemetria do veículo com monitorização da frequência cardíaca, rastreio ocular, avaliações psicológicas e entrevistas, com o objetivo de explorar a relação entre aquilo que um automóvel de performance faz e a forma como o condutor reage”, dá conta o comunicado.

“Neste estudo”. revela, “12 condutores conduziram duas versões do Polestar 4: a versão Single Motor (motor traseiro) e a versão Dual Motor com Pack Performance, tanto em condições de condução calmas como dinâmicas, no circuito Gotland Ring, na Suécia”.

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O estudo-piloto concluiu que várias métricas foram sensíveis às alterações das condições de condução e às alterações da performance do veículo. “Durante a condução mais dinâmica, os participantes pestanejaram menos, as pupilas dilataram-se mais e mantiveram o olhar fixo durante mais tempo, padrões consistentes com um nível mais profundo de concentração e de envolvimento”, pode ler-se no mesmo documento.

Resultados elucidativos

A telemetria do veículo foi, também, associada a alterações na ativação fisiológica dos condutores, permitindo aos investigadores analisar a resposta humana em simultâneo com aquilo que o automóvel estava a fazer.

“A comparação entre os dois automóveis revelou, também, diferenças na forma como a performance é entregue. Em voltas rápidas realizadas em condições equivalentes, o Polestar 4 Dual Motor com Pack Performance tirou partido do seu aumento significativo de potência face ao Polestar 4 Single Motor (motor traseiro), com 400 kW/544 cv vs 200 kW/268 cv, proporcionando um desempenho máximo superior e exigindo menos esforço de direção em pista: 32% mais aceleração máxima, requerendo, simultaneamente, 15% menos esforço ao volante”, diz.

O modelo gerou, também, maiores forças laterais em curva e um número mais elevado de eventos de aceleração forte. As avaliações dos próprios condutores refletiram, igualmente, uma diferença na experiência de condução.

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“Na escala de Desempenho/Dinâmica utilizada no estudo, a versão Performance obteve uma pontuação de 89,2 em 100, comparativamente a 67,7 para a versão com motor traseiro. Registou ainda uma classificação superior na qualidade global da experiência, com 93,0 pontos contra 77,9, sendo que a maioria dos participantes avaliou a versão Performance de forma mais positiva em ambas as métricas”, destaca a Polestar.

No entanto, as entrevistas revelaram que a perceção de performance vai para além da intensidade física. “Os condutores descreveram uma combinação de maior resposta fisiológica, confiança no automóvel, sensação de controlo e elevado nível de concentração e envolvimento na condução. Vários participantes compararam, de forma independente, a experiência a uma ‘montanha-russa controlada’”, refere.

Perspetiva diferente

Um dos participantes resumiu essa sensação afirmando que o automóvel “faz-nos sentir melhores condutores do que realmente somos”. Os investigadores verificaram que os participantes associavam, de forma mais consistente, a versão Performance a esta combinação de emoção, confiança e controlo.

Christian Samson, head of Product Attributes da Polestar, afirmou que “à medida que os automóveis elétricos redefinem o que pode ser a performance, quisemos compreender algo que não pode ser captado apenas por uma ficha técnica: a experiência humana ao volante”.

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E foi mais longe: “Trabalhar com a Universidade de Oxford permite-nos analisar a performance sob uma perspetiva diferente, ligando a engenharia do automóvel à experiência da pessoa que o conduz”.

Já Max Klapow, Doctoral Researcher do Oxford SDG Impact Lab, enfatizou que “a performance não se resume, simplesmente, a ir mais depressa. Trata-se de proporcionar ao condutor uma sensação de confiança e de controlo através de respostas previsíveis do veículo”.

E concluiu: “A nossa investigação representa um passo em direção à medição dessa experiência humana, ao estabelecer uma ligação entre aquilo que o automóvel faz e aquilo que acontece ao condutor”.

Mais sobre a Polestar aqui.

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