Bolas em total comunhão com revendedores Beta

Convívio, boa disposição, networking, novidades, surpresas, celebração. O Seminário Nacional de Revendedores Beta, organizado pela Bolas, tem um estatuto quase “religioso”.
Check-up Media Seminário Beta 2026

O Convento do Espinheiro Hotel & Spa, em Évora, recebeu a edição de 2026 do Seminário Nacional de Revendedores Beta. Organizado pela Bolas, importadora da marca italiana para Portugal desde setembro de 2012, o evento assinalou o regresso ao formato presencial, reunindo 120 pessoas em representação de 45 empresas.

Nem frio, nem calor. Nem sol, nem chuva. O clima estava perfeito, com a primavera a dar os primeiros ares da sua graça no coração do Alentejo. O relógio marcava 9h30 quando a Bolas começara a receber os convidados. E, logo, num refúgio onde o luxo ganha alma e o tempo parece parar.

O Convento do Espinheiro é, desde o século XV, eleito por reis, rainhas, princesas e fidalgos como local favorito para retiro espiritual ou, simplesmente, para desfrutar dos majestosos espaços da antiga hospedaria dos frades Jerónimos. O cenário perfeito para a realização de um seminário, portanto.

Quem, como o Check-up, viajara na manhã desse dia, ficara com as planícies da A6 na retina. Ao entrar-se em Évora, cidade de uma beleza desconcertante, classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1986, sente-se o peso da história e respira-se um ar misterioso.

Depois dos cumprimentos e do welcome drink, descemos pela escadaria que dava acesso à ampla sala que serviria de palco aos oradores, albergava a área de exposição e incluía a zona de coffee break. Ao fundo, do lado esquerdo, atrás de uma mesa decorada com as cores da marca, erguiam-se cinco vistosas cadeiras Beta.

Os lugares destinavam-se (da esquerda para a direita) a Joel Congiu, export area manager da Beta, Marco Andrighetto, subsidiaries area manager da Beta, Guilherme Bolas, Elizabete Bolas e Rui Bolas, membros do Conselho de Administração da empresa, sendo o último administrador executivo.

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Olhar sobre 2025

Depois do discurso de boas-vindas, marcado por palavras de agradecimento aos elementos da Beta que viajaram de Itália e pela alusão às mais de seis décadas de história da empresa eborense, Rui Bolas começou por afirmar que, “se há algo que temos aprendido ao longo destes anos, é que o sucesso da Beta em Portugal não é apenas o resultado da marca ou da Bolas. É, acima de tudo, fruto do trabalho de toda a nossa rede de distribuidores”.

Segundo reforçou, “é precisamente pelas relações de longo prazo, de empresas que estão connosco há 10 e 20 anos, que se explica o sucesso da Beta em Portugal. Por isso, este encontro, onde reunimos os nossos revendedores num único lugar, é sempre um momento especial”.

Foram três os objetivos que presidiram à organização do seminário. Primeiro: fazer o ponto de situação da atividade da Bolas e da evolução da Beta no mercado português. Segundo: partilhar novos produtos, novas iniciativas e novas ações de dinamização para 2026. Terceiro: identificar oportunidades de negócio que possam continuar a ser desenvolvidas em conjunto no mercado nacional.

“O ano de 2025 foi bastante desafiante para nós. Ainda assim, continuámos a investir em áreas fundamentais”, revelou Rui Bolas. “Um dos desenvolvimentos mais importantes foi o nosso portal de e-commerce, no qual é possível, hoje, consultar produtos, preços, documentação técnica, registar e acompanhar encomendas, bem como rastrear o estado da reparação dos equipamentos”, sublinhou.

“O objetivo do novo portal de e-commerce é simples de explicar: facilitar o trabalho dos nossos parceiros”, destacou. Outra área onde a empresa continuou a investir foi no stock. “Desde 2020, aumentámos, significativamente, o nosso nível de inventário global: cerca de 40%. Em 2025, a subida foi de 6% face a 2024. Isto permite-nos ter mais disponibilidade de produto e responder, com maior rapidez, às necessidades do mercado”, enfatizou.

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A Bolas investiu, também, na modernização do seu Centro de Assistência Técnica (CAT), localizado em Évora. “Renovámos instalações e equipamentos, com o objetivo de melhorar a eficiência e a qualidade das reparações. A assistência técnica é um fator essencial neste negócio. Além disso, reforçámos a equipa com novos elementos. Atualmente, temos oito técnicos de manutenção, seis na nossa sede e dois na delegação do Porto, de um total de 13 pessoas afetas ao CAT”, disse Rui Bolas.

E foi mais longe: “Paralelamente, implementámos, também, ferramentas para melhorar o acompanhamento das reparações. Hoje, temos maior controlo dos processos e, isso, permite-nos reduzir tempos de resposta e melhorar a experiência do cliente. Contamos, há cerca de um mês, com um novo software que nos permite definir critérios muito mais racionais, digamos assim, na prioridade de cada reparação”.

Valores que distinguem

Ao longo dos anos, a Bolas tem vindo a reforçar o seu portefólio de marcas (27 à data de hoje). “Procuramos trabalhar com marcas sólidas e credíveis. O objetivo é oferecer uma gama profissional completa, criando valor para os nossos distribuidores. Nesta área, contamos ter algumas novidades brevemente, quer seja pela adição de possíveis linhas de produto, quer seja através da racionalização de algumas gamas existentes”, antecipou.

“E como é muito importante termos a perceção do mercado relativamente ao que andamos a fazer, elaboramos, todos os anos, um inquérito de satisfação. Partilho as principais respostas, uma vez que o estudo é bastante extenso. Em 2025, 98% dos clientes estavam satisfeitos ou muito satisfeitos connosco. E 64% considerou a Bolas como sendo uma empresa acima da média face às suas concorrentes”, revelou à plateia.

O inquérito de satisfação dá ainda ênfase à linha de produtos da Bolas. “A qualidade é um dos pilares das marcas que representamos, o que se reflete, também, na confiança dos clientes. Perguntámos ainda quais eram os principais valores que os clientes associavam à Bolas. A palavra mais referida foi confiança, seguindo-se profissionalismo e qualidade. São estes valores que procuramos honrar todos os dias”, garantiu o administrador executivo.

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Com o mercado nacional a concentrar a esmagadora maioria das vendas da empresa eborense, que registou um crescimento de 2% em 2025, a Bolas mantém, igualmente, operações nos PALOP.

“Todavia, no mercado externo (PALOP), as vendas registaram uma quebra de cerca de 25%, essencialmente devido à difícil conjuntura económico-financeira em Angola, o que acabou por condicionar o crescimento global da empresa, que, ainda assim, alcançou um novo recorde histórico”, frisou Rui Bolas.

Universo Beta

“Uma marca com história, dimensão e presença a nível internacional”. Foi, desta forma, que o administrador executivo fez a transição do seu discurso para a marca italiana, que continua a investir fortemente em inovação (3% do seu volume de negócios, para sermos mais precisos).

“O Grupo Beta integra várias empresas industriais, cada uma especializada em diferentes áreas, desde ferramentas manuais a abrasivos e equipamentos. O que cria um ecossistema industrial bastante sólido”, afirmou.

“Em termos de dimensão, o Grupo Beta ultrapassou, em 2025, os 250 milhões de euros de faturação. Lançou mais de 260 novos produtos. Tem uma equipa com mais de 1.000 colaboradores e é, claramente, um dos grandes players europeus na área das ferramentas manuais”, frisou.

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Segundo disse, “a Beta dispõe de 12 filiais no mundo e os seus produtos são aplicados em vários setores de atividade, desde o automóvel à indústria pesada, passando por energia, transportes e aeronáutica. Ou seja, aplicações profissionais muito exigentes”.

“Em 2025, a Bolas vendeu 7.463 referências da Beta e fechou o ano com 7.627 referências em stock, o que perfaz um rácio de 102%. Por outras palavras, o stock de que dispomos cobriu praticamente as referências que comercializámos no ano passado”, reiterou.

As principais linhas de produto da Beta são o mobiliário, os carros, as malas e os jogos de ferramentas, que têm um peso de 19% no volume de vendas, seguindo-se as chaves de aperto, com 11%, a linha Worker/Easy, também com 11%, as chaves de caixa e acessórios, com 10%, e o calçado e vestuário, com 6%. Depois, 20% estão repartidos por várias gamas que, isoladamente, não têm grande expressão.

E as curiosidades continuaram: “Em 2025, os bestsellers da Beta em valor foram o kit composto por um carro de ferramentas e uma cadeira, o mobiliário C45 Pro e a chave de impacto 1927P. Já em quantidade, o produto mais vendido da Beta no ano passado foi o disco abrasivo de corte para aço e inox, depois a chave 96T e, em terceiro lugar, a ponta para parafusos de perfil Philips”, disse Rui Bolas.

Estratégia para 2026

Feita a retrospetiva de 2025, chegara o momento de abordar o ano em curso. “A nossa estratégia para 2026 é simples e clara. Assenta em oito pilares fundamentais que orientam a forma como queremos continuar a desenvolver o nosso negócio”, começou por afirmar o responsável.

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Primeiro: “Posicionamento claro no mercado. O nosso objetivo continua a ser crescer de forma sustentada, mantendo uma visão de longo prazo. Continuaremos a apostar em marcas fortes e reconhecidas, posicionadas no segmento profissional”, disse.

“Queremos oferecer uma gama tecnicamente credível, que se diferencie pela qualidade, fiabilidade e nível de assistência. A nossa estratégia nunca foi, nem será, competir com base no preço baixo. O nosso ADN tem sido (e continuará a ser) competir em valor”, esclareceu.

Segundo: “Reforço do portefólio e complementaridade entre marcas. Continuaremos a trabalhar no equilíbrio e na solidificação da nossa oferta. O objetivo é garantir complementaridade entre marcas e permitir cobrir melhor os diferentes segmentos profissionais. Queremos que os nossos distribuidores encontrem na Bolas uma oferta cada vez mais completa, reduzindo a necessidade de recorrerem a múltiplos fornecedores”, afirmou.

Terceiro: “Crescimento com os parceiros existentes. O nosso crescimento não passa por ter mais parceiros. Passa, sim, por crescer com os que já trabalham connosco e que acreditam nas nossas marcas. Queremos aprofundar a presença das nossas insígnias junto dos clientes atuais e explorar melhor o potencial que ainda existe no mercado”, deu conta Rui Bolas.

Quarto: “Rede de distribuição mais forte e especializada. Continuaremos a apostar numa rede de distribuidores especializados, capazes de acrescentar valor ao cliente final. O nosso objetivo é trabalhar, cada vez mais, de forma próxima e estruturada, com parceiros comprometidos com as nossas marcas”, garantiu.

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Quinto: “Política comercial estável e transparente. A nossa relação com os distribuidores continuará a assentar em regras claras, estabilidade comercial e previsibilidade. Acreditamos que relações duradouras se constroem com confiança, transparência e respeito pelo compromisso com cada parceiro”, explicou.

Sexto: “Melhoria contínua do nosso nível de serviço, em particular na disponibilidade do produto, na rapidez de entrega, na assistência técnica e, também, no apoio comercial e técnico que conseguimos (e queremos) dar à nossa rede de distribuição”, enfatizou.

Sétimo: “Continuar a investir na dinamização das nossas marcas no mercado, através de formação técnica, eventos com clientes, demonstrações de produto e, também, campanhas comerciais. O objetivo é ajudarmos os nossos parceiros a vender mais e, sobretudo, melhor”, anunciou.

Oitavo: “Construir parcerias duradouras baseadas na confiança e no compromisso. Valorizamos distribuidores que acreditam nas nossas marcas, que investem nelas e que crescem connosco ao longo do tempo”, concluiu.

Catálogos em revista

Depois de Rui Bolas, foi Davide Mira, gestor da marca Beta, a usar da palavra. E para apresentar aos distribuidores as novidades para 2026, passando em revista o novo catálogo geral. Válido até 28 de fevereiro de 2027, esta “bíblia” dispõe de 708 páginas em português, inclui 38 categorias na linha de produtos e contempla mais de 16 mil artigos. Depois, existe o catálogo Beta Action, com 106 páginas, que acaba, no fundo, por ser a principal “ferramenta” dos revendedores.

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O gestor da marca Beta começou por destacar os armários nas suas várias configurações, desde as mais vendáveis às menos requisitadas, abordando tamanhos de tampos e módulos de arrumação. Nos carros de ferramentas, já equipados, a grande novidade é o tom antracite, que se junta, assim, à versão em cor-de-laranja que já existia.

Nas bancadas de trabalho modulares, totalmente personalizáveis, estão disponíveis, igualmente, duas cores. “Uma das curiosidades prende-se com as gavetas de ferramentas destas bancadas, que têm exatamente o mesmo tamanho das gavetas dos carros de ferramentas. Só que, em vez de estarem dispostas em largura, estão colocadas em profundidade”, disse Davide Mira.

“No website da Beta, existem simuladores para todas as gamas de produto relacionadas com armários, carros de ferramentas e bancadas de trabalho modulares. Através desta funcionalidade, é possível criar configurações ajustadas. Basta que se efetue um registo no website. Acreditem que isto faz toda a diferença quando apresentamos um orçamento para o utilizador final”, garantiu.

“As novidades chegaram, também, às malas de ferramentas, bolsas de cintura e mochilas. Concebidas com material resistente, dispõem de muita arrumação. Houve ainda uma atualização dos suportes para as chaves, mais fáceis de utilizar e mais intuitivos, além da criação de chaves que se adaptam à mão do utilizador, graças a um sistema de almofadas”, revelou.

Novidades e alertas

“Em adição à que temos atualmente, vamos disponibilizar uma nova gama de roquetes. Na área das chaves dinamométricas, vamos ter novos conjuntos, ainda que as chaves em si não tenham mudado. Já agora, aproveito para esclarecer que as chaves dinamométricas convencionais não precisam de certificado CE, ao contrário das que têm componentes eletrónicos ou digitais”, esclareceu.

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E deixou um alerta, antes de mostrar uma pequena aparafusadora dinamométrica para aplicações mais sensíveis e de falar sobre a chave dinamométrica em cruzeta, uma das suas novidades preferidas para este ano: “Existe o certificado CE, o certificado de verificação, que vem de fábrica com a chave dinamométrica, e o certificado de calibração válido em Portugal. São três coisas distintas”.

A seguir, Davide Mira exibiu o renovado alicate 1047M, que pode ser adquirido isoladamente ou em conjunto, as novidades na gama de iluminação, o alicate com seis matrizes, que dá para manusear diversos tipos de conectores elétricos, as tesouras para eletricistas, o novo serrote com sistema de inclinação da serra, dois novos corta-cabos e o novo kit de ferramentas isoladas para eletricistas.

“Na gama de inox, as novidades são os suportes para chaves e o novo punho das chaves de fendas. Esta linha, que pode ser esterilizada, tem maior durabilidade e pode estar em contacto com água salgada, sendo por isso, ideal para trabalhar com barcos, além de estar apta a ser utilizada nas indústrias alimentar e farmacêutica”, revelou.

De seguida, mencionou o enrolador de cabos, os arrancadores de lítio, o jogo de adaptadores específico e kit de transporte e a chave de impacto com lubrificação (tudo para o setor automóvel), bem como os novos lançamentos na linha de calçado de segurança (em camurça ou pele; sandália, sapato e bota) e vestuário (casaco exterior e com soft shell; calças, calções e t-shirts).

Inteligência Artificial

O seminário contou ainda com a presença de Pedro Aguiar, professor especialista e coordenador da PG de Inteligência Artificial no Marketing no IPAM, que captou a atenção da plateia com a sua palestra sobre IA.

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“Estamos, de facto, perante algo muito volátil. Eu já não tenho a mesma opinião que tinha há um ano. A intervenção que aqui faço procura explicar o que é isto da IA e que impacto tem ela todos os dias em nós e nas nossas empresas. Mas se há coisa que a IA não vai substituir, é a minha capacidade de tomar decisões”, começou por enquadrar Pedro Aguiar.

“A tecnologia nunca poderá ultrapassar aquilo que está na cabeça de quem gere o seu negócio. Muitas pessoas pensam em IA apenas como uma forma de reduzir custos, otimizando processos para despedir pessoas. Quem não se adaptar à tecnologia, poderá ter o seu lugar em risco. Se nós daqui a três ou quatro anos não estivermos a fazer três vezes mais do que aquilo que fazemos hoje, deixámos de ser competitivos”, avançou.

Outro ponto que Pedro Aguiar focou foi a confiança. “A confiança só vem das pessoas. Nunca vem das máquinas. Do ponto de vista da neurociência, a confiança é um sentimento, aquilo que é mais valioso no nosso negócio. Nós somos empresários porque somos intuitivos. A máquina algum dia será intuitiva? Nunca. Tudo o que é intuição é nosso. Quem está habituado a tomar decisões intuitivas, aconselho a que não mude”, enfatizou.

“É o ideal? Não. O ideal será pesarmos as nossas intuições, as nossas emoções e a nossa parte racional. São estas as três divisórias do nosso cérebro. Se formos para a neurociência, vemos que o nosso cérebro funciona sempre de dentro para fora. Aquilo que pensamos racionalmente, já está completamente condicionado pela nossa intuição, pelas nossas emoções e pela forma como raciocinamos”, disse.

Encerramento emotivo

Segundo Pedro Aguiar, “a IA é importante porque nos permite chegar a muita gente, a potenciais clientes. Só que, depois, isso não chega. Temos de ir um pouco mais longe e estabelecer uma relação. É aqui que entra o papel do ser humano, muito ligado aos sentimentos, como a empatia e a confiança”.

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E foi mais longe: “A IA só irá competir com o ser humano em tudo o que diga respeito ao racional, uma vez que não tem emoções nem sentimentos. O que nos andaram a dizer há milhares de anos, para sermos racionais, é precisamente aquilo que vamos perder para a IA. E é isso que custa”.

“Mas há outra coisa que temos de ultrapassar: saber muito de ferramentas e de técnicas de venda já não é diferenciador, é uma obrigação mínima. Temos, hoje, acesso a softwares que sabem mais do que nós. Onde é que, então, nos podemos distinguir na área das vendas? Na forma como conseguimos transmitir conhecimento ao cliente, por exemplo. O nosso papel deve ser levar clareza à pessoa com que estamos a falar”, afirmou.

Pedro Aguiar deu um exemplo elucidativo, citando a rainha vermelha da aventura de Alice no País das Maravilhas: “É preciso correr o máximo possível para permanecer no mesmo lugar. É isto que está a acontecer. Se todos dermos o nosso máximo neste momento, é para ficarmos como estamos. E quanto mais ocupado estiver o empresário, mais incompetente ele é, uma vez que deixa de estar disponível para as pessoas que precisam de ajuda”.

E terminou a sua intervenção com um dos mais poderosos provérbios africanos sobre a vida, depois de explicar que cabe ao proprietário de cada negócio definir o poder de decisão que quer dar à IA: “Que a morte te encontre vivo”. A frase, de origem incerta, significa que se deve viver de forma plena, apaixonada e consciente, sem esperar que a vida passe em “piloto automático”, cultivando sonhos e relacionamentos antes que o fim chegue.

Os momentos mais emotivos, que antecederam o almoço no restaurante Divinus, tiveram início com a entrega a Rui Bolas de uma miniatura do March Beta com que o piloto Vittorio Brambilla venceu o Grande Prémio da Áustria de Fórmula 1 de 1975.

De seguida, Guilherme Bolas e Elizabete Bolas, membros do Conselho de Administração, receberam uma réplica em chocolate de uma chave Beta. Ainda houve tempo para Guilherme Bolas soprar as velas do bolo alusivo ao 60.° aniversário da empresa fundada pelo pai: Sebastião Mendes Bolas.

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