Banco que vibra mais do que o volante aponta para que tipo de desequilíbrio?

Quando a vibração é sentida sobretudo no banco, a origem nem sempre está na direção. Muitas vezes, está mais atrás ou mais fundo na transmissão.
Check-up Media driving

Em condução, a maioria das vibrações é associada, automaticamente, a problemas nas rodas dianteiras, pneus ou direção. No entanto, quando a vibração é sentida de forma mais evidente no banco do que no volante, essa diferença de perceção é um indício importante sobre a origem do desequilíbrio.

Vibrações distintas

Vibrações transmitidas principalmente ao banco tendem a estar relacionadas com componentes situados a jusante da direção: eixo traseiro, transmissão, veio de transmissão, apoios do motor ou da caixa e, em alguns casos, o próprio conjunto motopropulsor em carga.

Ao contrário das vibrações da direção, que se propagam pelas rodas dianteiras e coluna de direção, estas são transmitidas pela estrutura do veículo e pelo piso, sendo “sentidas” pelo corpo antes das mãos.

Desequilíbrios em pneus traseiros, deformações ligeiras de jantes ou até desgaste irregular não geram necessariamente vibração no volante, mas tornam-se evidentes no banco a velocidades específicas. O mesmo acontece com veios de transmissão com folgas, cruzetas desgastadas ou homocinéticas internas cansadas, sobretudo em aceleração constante ou sob carga.

Check-up Media mechanic using lamp
Capacidade de isolamento

Apoios do motor ou da caixa degradados também alteram o caminho das vibrações. Quando perdem capacidade de isolamento, permitem que oscilações do motor se propaguem, diretamente, para a carroçaria. O banco, fixo diretamente ao piso, torna-se num ponto sensível para captar essas vibrações, muitas vezes, antes de surgirem ruídos metálicos ou batidas claras.

Desequilíbrios estruturais

Outro fator a considerar é o regime e a condição em que a vibração surge. Se aparece apenas em aceleração, pode apontar para transmissão; se surge em velocidade constante, para rodas ou pneus; se se intensifica a quente, para apoios ou folgas internas. Estes padrões ajudam a excluir, rapidamente, a direção como origem principal.

Prestar atenção ao local onde a vibração é sentida é tão importante quanto saber quando surge. Um banco que vibra mais do que o volante não é um detalhe subjetivo, mas, antes, uma pista objetiva que orienta o diagnóstico para desequilíbrios estruturais ou de transmissão, muitas vezes ignorados numa primeira análise.

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