“Existem regras e medidas que, raramente, vemos, mas das quais dependemos todos os dias. Permitem que uma peça seja compatível, que um rolamento tenha a dimensão correta e que diferentes componentes trabalhem em conjunto com segurança”, começa por enquadrar a Sparkes & Sparkes (ou, simplesmente, Sparkes).
Hoje, 14 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Normalização. Uma ocasião que reconhece o trabalho desenvolvido na criação de normas técnicas comuns. No setor automóvel, esta realidade está presente em praticamente todos os componentes e assume especial importância numa caixa de velocidades”, sublionha.
Trabalho conjunto
“Uma caixa de velocidades é formada por dezenas de peças que têm de funcionar de forma coordenada. Carretos, veios, rolamentos, sincronizadores, vedantes e elementos de fixação estão sujeitos a cargas, rotações e temperaturas exigentes”, explica a empresa liderada por Diamantino Costa.
“Uma pequena diferença numa medida, numa folga ou numa referência pode comprometer o funcionamento do conjunto. Por isso, não basta encontrar uma peça visualmente semelhante. É necessário confirmar a aplicação, as dimensões e a compatibilidade técnica”, pode ler-se no mesmo documento.
Segundo diz, “esta exigência é particularmente importante num mercado onde uma mesma viatura pode ter diferentes versões de caixa, dependendo do motor, do ano de produção ou da configuração escolhida pelo fabricante”.

Reconstruir exige método
A qualidade de uma reconstrução não depende apenas das peças aplicadas. “Começa na identificação correta da caixa, passa pela desmontagem e inspeção dos componentes e termina na montagem, afinação e verificação do conjunto”, refere a Sparkes & Sparkes.
E vai mais longe: “Seguir procedimentos técnicos ajuda a reduzir erros, aumenta a fiabilidade da intervenção e permite oferecer ao cliente maior segurança. É, também, uma forma de valorizar o conhecimento dos profissionais e de garantir que cada decisão tem uma justificação técnica”.
Confiança construída com rigor
Na Sparkes & Sparkes, a experiência acumulada na reconstrução de caixas de velocidades é acompanhada por uma procura contínua de componentes e soluções adequadas a cada aplicação.
“Trabalhamos, diariamente, com oficinas que precisam de respostas claras, referências corretas e apoio na identificação das peças. Porque, numa caixa de velocidades, a qualidade não se mede apenas pelo resultado imediato. Mede-se, também, pela capacidade de continuar a funcionar corretamente ao longo do tempo”, enfatiza.
E conclui: “A precisão pode passar despercebida quando tudo funciona bem. Mas é precisamente aí que revela a sua importância”.
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