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Quando a espuma acústica do capot começa a degradar-se sem dar nas vistas

O isolamento do capot do automóvel pode perder eficácia e afetar mais do que o conforto acústico sem apresentar danos evidentes.
Check-up Media bonnet

A espuma acústica instalada na parte inferior do capot tem como principal função reduzir o ruído do motor, mas, também, contribui para a gestão térmica do compartimento do motor e protege a pintura do capot da exposição direta ao calor. Com o tempo, este material pode degradar-se devido às elevadas temperaturas, humidade e contaminação por óleo, mesmo sem apresentar sinais óbvios.

Ruído do motor

Um dos primeiros indícios é um aumento do ruído do motor no habitáculo, sobretudo durante acelerações mais fortes. Também pode surgir uma maior temperatura na superfície do capot após percursos longos, consequência da menor capacidade de isolamento térmico.

Em alguns casos, começam a desprender-se pequenas partículas da espuma, que podem acumular-se junto às grelhas de ventilação ou sobre componentes do motor.

Outro sinal discreto é o aparecimento de zonas descoladas ou deformadas na parte inferior do capot, normalmente difíceis de detetar sem uma inspeção visual.

Envelhecimento do material

O mais enganador é que o automóvel continua a funcionar normalmente e não existe qualquer luz de avaria. Como a degradação é lenta, o problema passa, facilmente, despercebido.

As causas mais comuns incluem envelhecimento do material, ciclos repetidos de aquecimento e arrefecimento, infiltrações de óleo ou combustível e lavagens frequentes do compartimento do motor.

Se não for substituída, a espuma pode perder totalmente a sua capacidade de isolamento e, em alguns casos, desprender-se e entrar em contacto com componentes quentes ou móveis.

O diagnóstico passa por uma simples inspeção visual ao revestimento interior do capot, verificando a sua fixação, integridade e estado de conservação.

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