Conheça os resultados da Tesla no primeiro trimestre

Empresa superou as expectativas do mercado tanto em termos de lucro por ação como de receitas, fazendo com que as ações valorizassem mais de 4% após o fecho de mercado.
Check-up Media Tesla Model Y

“A Tesla surpreendeu positivamente, particularmente nas áreas em que os investidores têm estado mais focados: rentabilidade e Cash Flows”, começa por dar conta a XTB.

“O EPS ajustado ficou em 0,41 dólares, bem acima das expectativas de 0,34 dólares. A receita atingiu 22,39 mil milhões de dólares, também ligeiramente acima das estimativas de 22,19 mil milhões de dólares. O EPS reportado no relatório ficou nos 0,13 dólares, face aos 0,12 dólares registados há um ano”, refere, em comunicado.

“No entanto, a métrica financeira que mais se destacou no relatório foi a margem bruta, que ficou em 21,1%, significativamente acima das expectativas do mercado de apenas 17,7%”, pode ler-se no mesmo documento.

Segundo diz, “o desempenho operacional foi, igualmente, sólido. O resultado operacional totalizou 941 milhões de dólares, confortavelmente acima dos 787,7 milhões de dólares esperados”.

E vai mais longe: “Ainda mais impressionante foi o fluxo de caixa livre, que atingiu 1,44 mil milhões de dólares, em comparação com as expectativas de um valor negativo de 1,86 mil milhões de dólares”.

Check-up Media Tesla Model 3
Rentabilidade sacrificada

Apesar dos bons resultados apresentados pela empresa, a Tesla está a entrar numa fase mais intensiva em capital, impulsionada menos pela eficiência automóvel e mais por apostas a longo prazo na IA, robótica e autonomia.

“Embora a solidez das margens e do fluxo de caixa livre tenha surpreendido o mercado positivamente, ao analisarmos de forma mais detalhada, a estrutura de custos aponta para um quadro mais complexo”, afirma a XTB.

“As despesas operacionais aumentaram 37% em relação ao ano anterior, para 3,78 mil milhões de dólares, refletindo o ciclo de investimento acelerado da Tesla”, refere o comunicado.

“Como resultado, a margem operacional caiu para 4,2%, marcando o segundo trimestre consecutivo de compressão sequencial, um sinal de que a rentabilidade atual está cada vez mais a ser sacrificada em prol do posicionamento futuro”, conclui.

Mais sobre a XTB aqui.

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