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“A nova norma Euro 7 vem complicar as contas para os motores térmicos”

Os lubrificantes têm sido alvo de elevadas exigências tecnológicas, não só por parte da evolução dos motores térmicos, como para facilitar a vida dos construtores no que toca a baixar emissões.

Desde hu00e1 muito que se fala na revoluu00e7u00e3o tecnolu00f3gica a que o setor automu00f3vel vai estar sujeito. E como se nu00e3o bastassem as fortes restriu00e7u00f5es impostas aos motores tu00e9rmicos e u00e0 indu00fastria a partir do inu00edcio de 2021, em que a norma Euro 6d u201cpressionau201d as emissu00f5es de NOx para 80 g/km, surge, agora, a nova e esperada diretiva com a norma Euro 7. Desta vez, uma imposiu00e7u00e3o bastante mais severa, que fixa nas 30 g/km a mu00e9dia de emissu00f5es de NOx, meta esta que seru00e1 colocada em pru00e1tica a partir de janeiro de 2025.

Esta nova meta vem complicar as contas para os motores tu00e9rmicos e para todos os componentes que possam fazer parte desta tecnologia. Os construtores tu00eam recorrido u00e0s mais variadas formas para fazer face u00e0s exigu00eancias, nalguns casos bem conhecidos de forma fraudulenta, o que acabou por prejudicar fortemente os consumidores. Mas a sua capacidade de adaptau00e7u00e3o tende a ser mais difu00edcil e a propensu00e3o para se adotarem novas tecnologias de proporu00e7u00e3o tornam-se cada vez mais evidentes e irrefutu00e1veis.

Os lubrificantes, nas u00faltimas duas du00e9cadas, tu00eam sido igualmente alvo de elevadas exigu00eancias tecnolu00f3gicas, nu00e3o su00f3 por parte da evoluu00e7u00e3o a que os motores tu00e9rmicos estiveram sujeitos, como para facilitar a vida dos construtores de automu00f3veis no que toca a baixar os nu00edveis poluentes dos seus produtos.

A tecnologia dos lubrificantes tem permitido u00e0 indu00fastria automu00f3vel diminuir os consumos de combustu00edvel e respetivas taxas poluentes, atravu00e9s de bases cada vez mais evoluu00eddas e do recurso a pacotes de desempenho mais complexos.

Esta nova meta vem complicar as contas para os motores tu00e9rmicos e para todos os componentes que possam fazer parte desta tecnologia. Os construtores tu00eam recorrido u00e0s mais variadas formas para fazer face u00e0s exigu00eancias, nalguns casos bem conhecidos de forma fraudulenta, o que acabou por prejudicar fortemente os consumidores

Os lubrificantes assumem vu00e1rias responsabilidades na indu00fastria automu00f3vel. Nu00e3o su00f3 tu00eam de manter os sistemas limpos e lubrificados, como devem diminuir ao mu00e1ximo todos os atritos do motor, caixas de velocidade e diferenciais, passando, igualmente, pelas novas exigu00eancias dos sistemas de refrigerau00e7u00e3o, que assumem um papel fundamental no bom funcionamento dos motores tu00e9rmicos e das cu00e9lulas de baterias.

A tecnologia dos lubrificantes tem sido cada vez mais reconhecida por todos os envolvidos no setor automu00f3vel e a sua importu00e2ncia ainda vai sendo fundamental. Sobretudo, se levarmos em linha de conta que, nos u00faltimos meses, o crescimento de viaturas hu00edbridas e elu00e9tricas tem sido muito significativo. Na Europa, as vendas de viaturas novas que recorrem a estas tecnologias ju00e1 representam valores semelhantes u00e0s vendas de viaturas novas com motor tu00e9rmico Diesel, na ordem dos 30%.

Neste sentido, seru00e1 de esperar da indu00fastria dos lubrificantes produtos de tecnologia sintu00e9tica, com u00edndices de viscosidade cada vez mais baixos, com grande capacidade de resistu00eancia u00e0 contaminau00e7u00e3o derivada dos sistemas Start&Stop e com grande capacidade de lubrificau00e7u00e3o nos recorrentes arranques a frio, tu00e3o caracteru00edsticos de viaturas de tecnologia hu00edbrida.

A capacidade de fazer baixar as emissu00f5es poluentes do setor automu00f3vel passaru00e1, seguramente, por viaturas de tecnologia elu00e9trica, com necessidades muito especu00edficas de refrigerau00e7u00e3o de baterias. Desta forma, os produtores de anticongelantes de elevada qualidade e capacidade de adaptau00e7u00e3o u00e0s novas tecnologias assumiru00e3o grande importu00e2ncia.

Em suma, o que muitos tentam minimizar fica cada vez mais difu00edcil de manter. As implicau00e7u00f5es ambientais da tecnologia tu00e9rmica pu00f5em em risco o setor primu00e1rio e a qualidade do ar que respiramos. Muitos entendem que o setor automu00f3vel tem sido o u201cbode expiatu00f3riou201d de todo este processo. No entanto, a realidade nu00e3o u00e9 bem essa. Mas, isso, deixo para uma pru00f3xima abordagem.

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