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XPENG estreia robotáxis autónomos de Nível 4 na China

Marca recebeu autorização para testar robotáxis autónomos em Guangzhou, dando um novo passo na comercialização da Physical AI.
Check-up Media XPENG robotaxis

A XPENG obteve autorização para realizar operações de demonstração de veículos inteligentes e conectados em Guangzhou, na China, abrindo caminho aos testes de robotáxis com condução autónoma de Nível 4 (L4) em toda a cidade.

A aprovação representa um marco na estratégia do fabricante, ao “permitir passar da validação tecnológica para a experimentação em condições reais de mobilidade e testar a viabilidade de um futuro modelo comercial”, adianta o comunicado.

Esta nova fase permitirá à marca “avaliar o funcionamento de um sistema integrado de mobilidade, que envolve a receção de pedidos, a gestão de frotas, a recolha de passageiros e a resposta a situações imprevistas”, explica a XPENG. O objetivo, agora, é aperfeiçoar os processos operacionais e garantir a eficiência e a sustentabilidade do serviço.

Otimizar operação

Numa primeira etapa, a XPENG vai recorrer à procura real para otimizar a operação e acumular experiência na gestão das frotas. “O acesso aos robotáxis será disponibilizado de forma gradual, através de códigos de convite, com o alargamento progressivo da cobertura e a segurança como prioridade”, destaca a marca no mesmo comunicado.

Check-up Media XPENG robotaxis 2

“A escolha de Guangzhou assume particular significado para o fabricante, uma vez que a cidade é um dos seus principais centros de investigação, desenvolvimento e produção em larga escala”, frisa.

É, também, o primeiro mercado selecionado para a comercialização dos robotáxis, permitindo à marca “integrar, em contexto real, veículos, software de condução autónoma e Inteligência Artificial (IA) numa solução concebida para ser escalável”, diz.

A estratégia da XPENG passa por “posicionar-se como fornecedora de tecnologia e facilitadora de ecossistemas no setor dos robotáxis, em vez de assumir, diretamente, a exploração de grandes frotas”, explica.

He Xiaopeng, chairman e CEO da empresa, já tinha identificado esta orientação, que prevê disponibilizar soluções integradas a parceiros internacionais, combinando plataformas de veículos, software e capacidades de IA.

“O modelo de negócio deverá assentar em receitas provenientes da venda de hardware, da prestação de serviços tecnológicos e da partilha de comissões”, sublinha a XPENG.

Check-up Media XPENG robotaxis 3
Ganhar experiência

Em outubro, a empresa anunciou, oficialmente, a marca comercial XPENG YOYO, dedicada aos robotáxis, e abriu, na China, o registo público para utilização dos serviços de condução autónoma.

Paralelamente, encontra-se em fase avançada de negociações com algumas das principais plataformas europeias de mobilidade, com vista à expansão internacional.

“A experiência acumulada em Guangzhou deverá servir de base à implementação destas soluções noutros mercados, tendo em conta as respetivas condições e especificidades”, afirma a marca.

Do ponto de vista tecnológico, os robotáxis assentam na arquitetura de veículos elétricos inteligentes desenvolvida pela própria XPENG.

“Os veículos estão equipados com quatro processadores de Inteligência Artificial Turing, concebidos internamente, que disponibilizam uma capacidade de processamento conjunta de 3.000 TOPS, e integram o modelo VLA 2.0, tecnologias que a empresa apresenta como pilares da sua abordagem à condução autónoma de Nível 4”, detalha a XPENG no comunicado.

Check-up Media XPENG robotaxis 4
Reutilização de componentes

“A XPENG aposta ainda na reutilização de modelos e componentes da sua arquitetura tecnológica, em alternativa a processos extensivos de personalização”, salienta.

“Esta abordagem pretende facilitar a adaptação dos robotáxis a diferentes ambientes e condições de circulação, criando uma base tecnológica com potencial de aplicação em vários mercados”, acrescenta.

Desde a produção dos primeiros veículos até aos testes em estrada e à atual autorização para operações oficiais de demonstração, o projeto tem avançado por etapas.

Para a XPENG, os robotáxis constituem uma “extensão da sua estratégia de Physical AI, procurando transformar capacidades de IA em produtos, serviços e oportunidades de negócio para além do setor automóvel”, conclui.

Mais sobre a XPENG aqui.

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