A linha de escape está sujeita a movimentos constantes provocados pelas vibrações do motor, pelas variações de temperatura e pelas próprias oscilações da carroçaria.
Para impedir que esses movimentos sejam transmitidos, diretamente, à estrutura do veículo, existem apoios elásticos que mantêm o escape na posição correta e absorvem parte dessas solicitações.
Com o tempo, estes elementos podem endurecer, perder elasticidade ou começar a apresentar pequenas fissuras. O escape continua aparentemente bem fixo, mas já não consegue acompanhar os movimentos do veículo com a mesma capacidade.
Vibração superior
Um dos primeiros sinais é uma vibração ligeiramente superior ao habitual no habitáculo, sobretudo ao ralenti ou quando o motor passa por determinadas rotações.

Outro indício pode ser um movimento excessivo da linha de escape quando o motor é acelerado e desacelerado. Ao observar o conjunto num elevador, é possível notar deslocações que, anteriormente, eram absorvidas pelos apoios.
Também pode surgir uma sensação de maior vibração no piso ou nos pedais, especialmente quando o sistema de escape está próximo de outros elementos da carroçaria.
Alterações de temperatura
As alterações de temperatura são particularmente importantes. Quando o escape aquece, os seus componentes dilatam. Se os apoios já perderam elasticidade, deixam de compensar corretamente essas variações e aumentam as tensões transmitidas à linha.
Outro sinal discreto é uma posição ligeiramente diferente do escape em relação ao para-choques ou aos recortes da carroçaria. Uma pequena alteração pode indicar que os apoios já não estão a manter a linha exatamente no ponto previsto.

Não existem ruídos que possam denunciar o problema. O apoio pode estar bastante degradado sem que exista ainda contacto entre o escape e a carroçaria.
Envelhecimento da borracha
As causas mais comuns incluem envelhecimento da borracha, exposição prolongada ao calor, contaminação por óleo ou produtos químicos e esforços repetidos provocados pelas vibrações do motor.
Se o problema evoluir, os movimentos excessivos podem sobrecarregar uniões, flexíveis, soldaduras e outros pontos de fixação da linha de escape. Eventualmente, pode surgir uma fuga ou um ruído metálico provocado pelo contacto com a carroçaria.
O diagnóstico passa por inspecionar visualmente os apoios, procurar fissuras ou endurecimento da borracha e verificar o movimento da linha de escape com o veículo devidamente elevado e em segurança.

