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BorgWarner ganha novo contrato para tecnologia eTurbo

Gigante norte-americano vai fornecer tecnologia eTurbo a um construtor europeu, comprovando a eficiência e o desempenho dos híbridos.
Check-up Media BorgWarner eTurbo

A BorgWarner garantiu um novo contrato com um dos principais fabricantes de automóveis europeus para “fornecer a sua tecnologia eTurbo, destinada a uma nova geração de veículos híbridos”, adianta o fabricante. A produção está prevista arrancar em 2029.

O acordo reforça a posição da empresa nas soluções de sobrealimentação eletrificada, numa altura em que a indústria procura aumentar a eficiência energética e cumprir normas de emissões cada vez mais exigentes.

Maior flexibilidade

“O eTurbo é um turbocompressor eletricamente assistido que integra um motor elétrico de alta velocidade diretamente no veio do turbo”, afirma a empresa. “Esta solução elimina praticamente o atraso na resposta do turbocompressor, acelera a geração de pressão de sobrealimentação e melhora o desempenho do motor”.

Mais: “O sistema disponibiliza uma potência elétrica contínua de 20 kW e picos até 30 kW, permitindo não só reforçar a aceleração, mas, também, recuperar energia dos gases de escape, que é convertida em eletricidade e enviada para a bateria de alta tensão do veículo, em vez de ser desperdiçada”, sublinha a BorgWarner.

A nova geração da tecnologia introduz ainda eletrónica de potência remota, “permitindo maior flexibilidade na integração do sistema no compartimento do motor e facilitando a sua adaptação a diferentes arquiteturas de veículos”, explica a mesma fonte.

Carboneto de silício

“Concebido para operar até 145.000 rpm e suportar temperaturas superiores a 1.000°C, o sistema combina estratégias avançadas de arrefecimento com eletrónica baseada em carboneto de silício, garantindo elevados níveis de eficiência, durabilidade e fiabilidade”, destaca a empresa.

Além do ganho em desempenho, o eTurbo foi desenvolvido para ajudar os fabricantes a cumprir futuras normas ambientais, como a Euro 7, a SULEV e a China 6b, “reduzindo a contrapressão dos gases de escape, eliminando o enriquecimento da mistura em cargas elevadas e recuperando energia que, de outra forma, seria desperdiçada”, conclui a empresa.

Mais sobre a BorgWarner aqui.

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