A Mazda e a Nippon Express iniciaram um “projeto-piloto de demonstração com recurso a Diesel renovável (HVO) em reboques de transporte de veículos acabados, numa iniciativa que visa acelerar a descarbonização da logística automóvel”, avança a marca.
Diesel renovável
O ensaio arrancou em maio de 2026 e decorre entre a fábrica da Mazda em Hofu e o parque de veículos acabados de Nakanoseki, no Japão, num percurso de cerca de 12 km.
O objetivo passa por “avaliar a eficiência energética, o desempenho e os desafios operacionais da utilização deste combustível alternativo em condições reais de operação”, explica a marca nipónica.
“O combustível utilizado consiste numa mistura com cerca de 51% de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), um Diesel renovável produzido a partir de óleo alimentar usado e óleos vegetais”, revela.
E destaca: “O fornecimento está a cargo da NX Shoji Co., Ltd., enquanto os reboques operam em condições idênticas às do Diesel convencional, com apoio técnico da Isuzu Motors”.
Neutralidade carbónica
A iniciativa enquadra-se nos objetivos ambientais das duas empresas. “A Mazda pretende alcançar a neutralidade carbónica em toda a sua cadeia de abastecimento até 2050, enquanto o Grupo NX definiu a mesma meta para as suas operações globais”, afirma.
Kazuhiko Sumi, diretor executivo e responsável pela cadeia de abastecimento da Mazda, considera que esta colaboração “permite acumular conhecimento prático sobre o uso de combustíveis renováveis em operações logísticas reais, contribuindo para futuras aplicações em maior escala”.
Mudança de combustível
Também Osamu Sasaki, diretor executivo da Nippon Express, realça a “importância do projeto para avaliar o impacto da mudança de combustível na qualidade do transporte e na eficiência operacional, contribuindo para uma logística mais sustentável”, adianta o responsável.
A médio prazo, a Mazda pretende alargar a cooperação a fornecedores de combustível, empresas regionais e operadores logísticos, “promovendo o desenvolvimento de infraestruturas e condições que permitam uma utilização sustentável do HVO em larga escala”, conclui.
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