“Não trocaria a Mewa por nada”, garante Javier Fernández

Diretor de vendas para Portugal e Espanha revela a ambição e a força da Mewa, num modelo assente no fator humano, na sustentabilidade e no crescimento contínuo.
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Check-up Media Javier Fernández Mewa

Há pessoas que entram numa sala e mudam o ritmo da conversa e do ambiente. Javier Fernández é uma delas. Diretor de vendas da Mewa para Portugal e Espanha traz consigo uma energia positiva, direta e contagiante, que, rapidamente, se reflete na forma como fala da empresa, das equipas e do futuro.

O percurso que construiu dentro da multinacional alemã, começando como comercial e chegando à liderança de uma equipa de mais de 30 pessoas, ajuda a perceber a autenticidade do discurso. Nada soa ensaiado. Tudo assenta na experiência, na vontade de comunicar e na forma apaixonada como desempenha o cargo.

Ao longo desta entrevista, Javier Fernández revela uma visão clara: o crescimento faz-se com pessoas motivadas, com estratégia e com consistência. Fala da Mewa com orgulho, quase como quem fala de uma casa onde cresceu, e não apenas de uma empresa com mais de um século de história. A sustentabilidade, a economia circular e o conceito de textilsharing surgem como pilares naturais, não como tendências passageiras.

Mas é, sobretudo, na forma como olha para as equipas e para o mercado que se distingue. Entre a ambição de duplicar clientes em Portugal e a convicção de que o sucesso depende da satisfação das pessoas, Javier Fernández constrói uma narrativa onde o negócio e o fator humano caminham lado a lado. Sempre com uma ideia simples, mas poderosa: quanto melhor fizerem o seu trabalho, maior será a “sorte” de crescer.

Check-up Media Javier Fernández Mewa stairs
Como é ser diretor de vendas da Mewa para Portugal e Espanha? É fácil passar a mensagem da empresa?

A Mewa é uma empresa sólida, com uma história de 118 anos, que fala por si. Tenho a grande vantagem de dispor do serviço da Mewa para a Península Ibérica e tenho grande orgulho em pertencer a esta marca, que me deu tudo. Venho de uma família humilde. Comecei pela base na empresa.

Iniciei-me como comercial até chegar ao cargo que, hoje, ocupo. Considero que foi uma relação win-win. A Mewa deu-me a possibilidade de evoluir no meu percurso profissional, da mesma forma que contribuí para desenvolver o negócio da empresa. Não trocaria a Mewa por nada.

Consideras que é uma grande responsabilidade e uma grande motivação trabalhar numa empresa com 118 anos de história?

A motivação é um fator essencial, tal como a responsabilidade. Um departamento com 30 pessoas representa 30 famílias, que dependem da forma como as coisas correm na empresa.

Sinto-me na obrigação de trabalhar a um nível máximo com as pessoas que integram o meu departamento. Quanto mais satisfeita estiver a pessoa que trabalha com a Mewa, melhores serão os resultados que a empresa irá obter. No fundo, é como uma espiral ascendente.

“A motivação é um fator essencial, tal como a responsabilidade. Um departamento com 30 pessoas representa 30 famílias, que dependem da forma como as coisas correm na empresa"

Quanto melhor correrem as coisas em conjunto, mais forte será a empresa, porque, no fundo, a organização são as pessoas que a representam.

Presente em Portugal desde 2011, a Mewa já ultrapassou os 1.500 clientes ativos nacionais. Até onde pode a marca ir?

Diria que até onde quiser. A manter-se a atual trajetória de crescimento, de acordo com estudos que fazemos, é expectável que dentro de cinco anos a Mewa possa duplicar o número de clientes em Portugal.

O facto de sermos uma empresa que aposta na sustentabilidade e na economia circular, centrando o seu serviço na reutilização e nas questões ambientais, vai ao encontro daquilo que, hoje, se tornou fundamental para oficinas e indústrias: ter um parceiro que faça a recolha do resíduo nas instalações.

Para além dos panos de limpeza, a Mewa dispõe na sua oferta de mantas de retenção de óleo, vestuário de trabalho e limpador de peças.

Consideras que o conceito de reutilização, que assenta na economia circular e na sustentabilidade, é facilmente percetível pelos clientes?

Creio que na vida nada é fácil. Se assim fosse, a Mewa não precisaria de mim, nem do Joaquim Barros, responsável comercial do mercado português, nem dos restantes elementos que compõem o departamento de vendas.

Precisamente por não ser fácil é que a Mewa precisa de nós para desenvolvermos a estratégia de produto a apresentar ao mercado. O cliente tem a sua forma de trabalhar, os seus anos de atividade e nós apresentamos um conceito novo, certificado e muitas vezes premiado.

O que o cliente tem de fazer é modificar o seu mindset para que passe a utilizar o nosso sistema evoluído, económico e ambientalmente responsável. Quanto melhor pudermos transmitir o conceito ao cliente, captar a sua atenção e sensibilizá-lo, mais resultados iremos obter. Proteção ambiental é uma questão de mindset.

E, aqui, é uma questão de probabilidade matemática. Quanto mais vezes tentarmos, mais “sorte” teremos e mais clientes conquistaremos.

Existem números de clientes oficinais e de indústria em Portugal que possas revelar?

De todos os produtos da Mewa disponíveis no mercado português, 80% está presente na indústria automóvel. Mas atenção: isto não significa que 80% da indústria automóvel trabalhe connosco. São conceitos totalmente diferentes.

Os restantes 20% dos produtos que vendemos em Portugal destinam-se a empresas industriais e gráficas.

Panos de limpeza têxteis, capas de proteção, vestuário de trabalho, mantas de retenção de óleo, limpador de peças… É expectável que o portefólio da Mewa possa crescer mais?

Diria que é uma forte probabilidade. O crescimento constante é, de resto, a “linguagem universal” da Mewa. O nosso objetivo é crescer de forma sustentada e com critério. Temos os meios, o know-how e o potencial para continuarmos na espiral ascendente dos últimos anos.

“O cliente tem de alterar o seu mindset para que passe a utilizar o nosso sistema evoluído, económico e ambientalmente responsável"

Apesar de termos na nossa oferta o sistema de lavagem de peças, tal não significa que vá ser a nossa próxima ofensiva em Portugal se tivermos um cliente no Algarve e outro em Lisboa, por exemplo.

Pensamos no mercado como um todo. O crescimento da Mewa é natural e construtivo. É estrutural e obedece a uma análise prévia. Nada é feito ao acaso.

Em 2022, aos 114 anos de idade, a Mewa fez um rebranding. Consideras que este foi um processo difícil ou um passo lógico que refletiu a inovação e as raízes sustentáveis da empresa?

Foi uma estratégia absolutamente certeira. Atualizámos a nossa imagem sem perder as raízes da empresa e criámos um impacto visual único. Mas não mudámos apenas o logótipo. Até os nossos elementos do departamento comercial estão vestidos de forma estratégica.

Faz parte da imagem que transmitimos e dos valores que defendemos. Desde a técnica de vendas até à imagem final, tudo na Mewa está pensado e estruturado. Tendo em conta, claro, a segurança, a sustentabilidade e a circularidade da nossa atividade.

Check-up Media Javier Fernández Mewa suit
Que práticas sustentáveis adota a Mewa para ser uma empresa de referência em termos ambientais?

Uma das mais expressivas, que ocorreu em 2025, foi a frota de mais 800 veículos da Mewa ter passado a utilizar combustível sintético em vez de fóssil para reduzir a pegada de carbono da nossa atividade.

Os 220 mil clientes ativos que a Mewa tem na Europa deixam de produzir 84 mil toneladas de resíduos por ano ao utilizarem as nossas soluções sustentáveis.

Atualmente, a Mewa lava mais de 1,2 mil milhões de panos de limpeza por ano. Se os panos fossem colocados um atrás do outro, seria possível passear por eles e dar quatro voltas ao mundo.

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