Em teoria, sensores de temperatura iguais, instalados em motores iguais, deveriam gerar leituras semelhantes e conduzir a comportamentos idênticos da gestão eletrónica. Na prática, pequenas variações acumuladas ao longo do tempo fazem com que a ECU interprete o mesmo valor de forma diferente em cada motor.
Estabilidade da leitura
A localização exata do sensor, o estado da massa elétrica, a resistência interna dos cabos e até a idade do próprio sensor influenciam a rapidez e a estabilidade da leitura. Dois sensores podem indicar a mesma temperatura média, mas com tempos de resposta diferentes, levando a estratégias distintas de controlo térmico e proteção.
Além disso, a ECU não reage apenas a um valor isolado. Cruza a temperatura com carga do motor, histórico térmico, regimes anteriores e até padrões de utilização. Um motor sujeito a trajetos curtos ou a esforços frequentes pode ativar proteções mais cedo, mesmo com temperaturas semelhantes às de outro motor em condições mais estáveis.
Comportamento desigual
O resultado é um comportamento desigual: num caso, redução subtil de binário ou avanço de ignição. Noutro, funcionamento aparentemente livre. Sem erros registados, a diferença passa despercebida, mas reflete a forma como a gestão eletrónica interpreta o contexto global de cada motor e não apenas o número que o sensor fornece.