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Renault Captur Exclusive TCe 100 Bi-Fuel: a todo o gás

Gasolina, Diesel, Bi-Fuel ou híbrido plug-in. O novo Renault Captur adapta-se a todas as necessidades. A versão Bi-Fuel, que tem dois depósitos (gasolina e GPL), circula a todo o gás.

Segundo a Renault, o Captur é um extraordinário caso de sucesso na história da marca em Portugal. Desde 2013, ano em que chegou ao mercado, que o Captur ostenta o título de crossover do segmento B preferido dos portugueses. E desde 2016 que é mesmo um dos cinco modelos mais vendidos no nosso país. No total, foram comercializadas, até final de 2019, cerca de 35 mil unidades.

Com o lançamento da segunda geração, o Captur evoluiu em todos os domínios. Maior, mais apelativo, mais espaçoso, mais confortável e tecnologicamente mais avançado, este crossover conta com uma lista de dispositivos de segurança sem paralelo no segmento (conquistou as cinco estrelas nos testes do EuroNCAP) e com uma moderna oferta de motores a gasolina e Diesel, com potências compreendidas entre 95 e 155 cv.

Personalidade vincada

Mais comprido 11 cm comparativamente ao modelo da anterior geração (a distância entre eixos cresceu 2 cm), o novo Captur adotou um design mais moderno, que contribui para a perceção de maior volumetria. Até porque os contornos são mais atléticos e expressivos. Já a linha de cintura, mais elevada, contribui, agora mais do que nunca, para vincar o seu inegável ar de SUV.

A carroçaria pintada de branco, as barras de tejadilho longitudinais, o teto de abrir semi-panorâmico vidrado e as jantes de 18” com cinco enormes buracos conferem ao novo Captur um visual elegante. Detalhes aos quais se juntam os novos faróis 100% LED, em forma de “C”, na dianteira, assim como os originais faróis traseiros de nova conceção, igualmente em forma de “C”, além da nova grelha, dos novos para-choques, das novas proteções e dos vários elementos cromados.

No interior, não estamos perante uma evolução, mas, antes, uma revolução. Tudo é novo. Desde o design à ergonomia, passando pelos materiais e equipamentos. Se nos vendassem os olhos e nos colocassem no habitáculo, dificilmente arriscaríamos dizer que estaríamos dentro de um crossover do segmento B. A qualidade dos plásticos, revestimentos e acabamentos é francamente boa.

Deveras convincentes são, também, o posto de condução ergonómico, os 27 locais de arrumação, o espaço disponível para ocupantes e bagagem (o volume da mala cresceu 81 litros), a lista de equipamento proposta de série e o elevado conteúdo tecnológico. Ao dispor de um painel de instrumentos digital com ecrã tátil (na versão de 10” inclui sistema de navegação, sendo possível consultar as indicações do GPS sem ter de se desviar o olhar para o ecrã central), o novo Captur está mais moderno do que nunca.

O sistema de som Bose, as oito cores de iluminação ambiente (portas e base da consola central suspensa), associadas às regulações do sistema Multi-Sense, os novos bancos (o traseiro manteve, contudo, a sua função deslizante) e os 17 mm de espaço superior para os joelhos em relação ao modelo antecessor, são outros argumentos que jogam a favor deste crossover.

Condução segura

Ao vir ser-lhe introduzida a plataforma modular CMF-B, desenvolvida pela Aliança Renault-Nissan, bem como várias evoluções (direção mais reativa, eixo dianteiro mais rígido e suspensão que alia eficiência dinâmica, prazer de condução e conforto), o novo Captur seduz pela condução segura que oferece. Não se trata de um modelo evolvente onde o temperamento desportivo vem ao de cima, longe disso, mas tudo o que faz, faz bem.

Equipado com pneus Goodyear Efficient Grip Performance, de medida 215/55 R18 95H, o novo Captur revela bons níveis de solidez e motricidade. Menos convincente é, contudo, o comando da caixa manual de cinco velocidades, que nem sempre rápido e preciso nas solicitações mais exigentes. Dos travões, não existem reparos a fazer. Assim como da assistência e acutilância da direção assistida.

Tal como no novo Clio, o novo Captur também disponível com a tecnologia Renault Multi-Sense, que permite personalizar a experiência de condução através de parâmetros como a cartografia do motor, a direção, a iluminação ambiente e a configuração do ecrã digital. Nesse sentido, estão disponíveis três diferentes modos: Eco, para reduzir o consumo e as emissões de CO2; Sport, para aumentar o prazer de condução, a agilidade e a reatividade; MySense (modo predefinido), para personalizar a experiência.

A panóplia de dispositivos de assistência à condução é outra das mais-valias do novo Captur. Já as prestações, nem por isso. A versão Bi-Fuel aqui em ensaio tem por base o motor a gasolina TCe 100, cuja comercialização se iniciou com o novo Clio, reivindicando imbatíveis custos de utilização, menores emissões de CO2, e prazer de condução idêntico ao da versão a gasolina equivalente.

Esta versão Bi-Fuel é montada em fábrica, demonstrando que não existem quaisquer cedências em matérias tão importantes como qualidade, fiabilidade (os planos de manutenção e as garantias são em tudo idênticas às versões a gasolina ou Diesel) e segurança. Tanto mais, que o motor TCe 100 Bi-Fuel é equipado com válvula de retenção, limitador de enchimento a 80%, limitador de fluxo, eletroválvula e válvula de segurança.

Custo de utilização inferior

Ao propor uma motorização Bi-Fuel no novo Captur, a Renault oferece uma solução com um preço muito competitivo (apenas €800 de diferença em relação à versão equipada com o mesmo motor a gasolina), bem como índices de fiabilidade e de segurança ao nível das versões a gasolina e Diesel, mas com custos de utilização inferiores. Até porque o preço por litro do GPL é, sensivelmente, metade do valor praticado para a gasolina e cerca de 40% inferior ao gasóleo.

Pelo que, mesmo que o consumo de GPL seja superior, como o preço de aquisição do combustível é muito mais reduzido, também o custo de utilização por quilómetro é significativamente inferior. Para uma quilometragem anual de 20.000 km, realizada maioritariamente recorrendo ao GPL, a diminuição no custo do combustível ascende a quase €450 quando comparado com o motor a gasolina com a mesma potência. Para o Diesel, o valor necessário para percorrer a mesma quilometragem é praticamente o mesmo.

Importa referir, também, que o programa de abate para automóveis para mais de 12 anos lançado pela Renault, para o ano de 2020, a diferença entre o incentivo dado para a aquisição de um automóvel Bi-Fuel (€1.250) e a gasolina (€1.000), permite que, em conjunto com o valor poupado no custo do combustível, a diferença de preço entre o gasolina e o Bi-Fuel seja praticamente amortizado ao fim de um ano.

Por outro lado, também a versão Bi-Fuel do motor TCe 100 revela-se mais “amiga do ambiente”, ao emitir menos cerca de 10% de emissões do que a proposta entrada de gama a gasolina. O novo Captur Bi-Fuel pode funcionar indiferenciadamente a gasolina ou a GPL. Para tal, conta com dois reservatórios distintos que, uma vez atestados, oferecem uma autonomia combinada superior a 1.000 km.

A utilização deste tipo de tecnologia por parte do condutor é muito simples e intuitiva. A comutação entre a alimentação a gasolina ou a GPL pode ser feita de duas formas distintas: manualmente (acionando, em qualquer momento, o comutador que se encontra no habitáculo) ou de forma automática (quando um dos dois depósitos estiver vazio). Um indicador específico permite controlar a todo o momento a capacidade do reservatório de GPL.

Atestar o depósito de GPL (que tem 40 litros de capacidade) é um processo igualmente simples e rápido, não demorando mais do que dois minutos. Perante tudo isto, quanto custa, então, o novo Captur Bi-Fuel? Com o nível de equipamento Exclusive (sem extras nem despesas), €22.590. Quem não quiser despender tanto, pode sempre optar pelo “mais despido” Zen Bi-Fuel (€20.790). No entanto, convém frisar que os preços do novo Captur começam nos €19.990.

https://www.youtube.com/watch?v=71n5b7jWiEs
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