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Portugueses e automóveis: uma história de amor eterno?

Observador Cetelem indica que 60% dos portugueses não se imagina a viver sem automóvel. Mas os números desta paixão caíram 25% desde 2017.

Um amor para a vida. Segundo o Observador Cetelem, 60% dos portugueses não se imagina a “viver sem carro”. Uma paixão que poderá estar a perder fulgor e expressão, uma vez que são menos 25% do que os contados em 2017. Ainda assim, seis em cada 10, “consideram o automóvel insubstituível”, contra oito em cada 10 de há quatro anos.

“Em Portugal, a crise pandémica fez com que a sua utilização reduzisse para metade. A sociedade está em constante evolução e são cada vez mais os debates sobre a utilização do automóvel. Neste contexto de desenvolvimento, nos últimos anos, têm surgido várias alternativas ao automóvel que vêm fomentar a discussão. É um transporte que causa muita poluição? É um transporte muito caro financeiramente? São várias, e cada vez mais, as questões”, explica o Observador Cetelem.

Alvo de muitas críticas a que o automóvel pode estar sujeito e de todas as “nuvens negras” que têm pairado sobre ele, a verdade é que ainda se trata de um transporte que tem permanecido inevitável e intemporal. As conclusões são do Observador Cetelem Automóvel 2021, que nos indica que, em Portugal, seis em cada 10 pessoas não se veem a viver sem automóvel.

O mesmo se passa na Europa e no mundo, que apresentam números semelhantes. No entanto, apesar de ainda ser um meio de transporte indispensável, podemos afirmar que esta ideia tem perdido força, uma vez que, em 2017, eram oito em 10 as pessoas que não se viam a viver sem automóvel. Outro fator a ter em conta na avaliação da importância do automóvel é o escalão de rendimento: 53% das pessoas com rendimentos mais elevados não pode viver sem automóvel, em comparação com apenas 36% dos que têm rendimentos mais baixos.

A nível mundial, questionados sobre o porquê de estarem apegados ao seu carro, sete em cada 10 destacaram, também, as questões ligadas à sua utilidade – o facto de prestar um serviço. Já em Portugal, as respostas a esta questão dizem-nos que o automóvel também é tido como um veículo capaz de valorizar a imagem pessoal.

Car and driver relation

Quanto aos motivos para a utilização do veículo, 85% dos portugueses inquiridos refere a necessidade de utilizar o carro para cumprir tarefas do dia a dia (ir trabalhar, ir às compras, deixar os filhos na escola). Esta necessidade é de tal forma dominante, que as outras formas de utilização – como realizar longas viagens, ter momentos de lazer, ir de férias ou simples prazer de condução – têm menor relevância. Isto reforça as razões utilitárias em detrimento da noção de prazer ou escapismo.

Com o aparecimento da crise pandémica e do confinamento, as saídas reduziram-se ao estritamente necessário. No entanto, esta crise veio reforçar a perceção do carácter utilitário do automóvel: a nível mundial, apenas um terço dos inquiridos reduziu a sua utilização no âmbito da vida quotidiana, por comparação com 46% em relação a viagens privadas e de lazer e 55% em relação a fins de semana e férias. Em Portugal, fruto de um conjunto de medidas mais rígidas, a utilização do automóvel, no âmbito da vida quotidiana, reduziu para metade.

A relação com o automóvel tem sido pautada pela estabilidade, pelo menos nos países ocidentais. Em Portugal, uma em cada duas pessoas acredita que, nos últimos anos, não utilizou o seu veículo nem mais, nem menos vezes. No entanto, regista-se um aumento significativo da utilização do automóvel nos países emergentes, designadamente na China (66% refere que tem utilizado mais) e na Turquia (65%).

Mais sobre o Observador Cetelem aqui.

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