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Pandemia infeta trajetória de crescimento do renting

Em 2020, devido à crise provocada pela covid-19, verificou-se uma quebra dos números de renting em Portugal, contrariando a tendência dos últimos anos.

A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) acaba de publicar os resultados estimados para 2020 nas áreas que representa, entre as quais, o renting automóvel, que, também ele, foi afetado pela pandemia.

Os resultados do renting revelam uma quebra na trajetória de crescimento observada nos últimos anos, apontando uma redução de 27,5% no número de viaturas adquiridas em 2020 face a 2019, com um total de 27.115 veículos adquiridos nesta modalidade (dos quais 22.451 ligeiros de passageiros e 4.664 comerciais ligeiros).

Este recuo no setor é, contudo, menor do que o manifestado no mercado automóvel português, que deverá ter sofrido uma perda de 33,9% em 2020 face ao período homólogo do ano transato.

“Iniciámos 2021 com a esperança de que a existência de planos sanitários e de recuperação económica pudessem contribuir para alguma recuperação, mas nada se produzirá de forma automática e cada um terá de contribuir à medida das suas possibilidades para um processo de regresso ao crescimento económico, que não estará isento de contrariedades. Os setores representados pela ALF são responsáveis por injetar confiança no mercado e contribuir enquanto agentes de transformação positiva”
ALF presidente Alexandre Santos
Alexandre Santos
Presidente da ALF

A desaceleração no renting corresponde a uma diminuição de 26,8% no valor de produção anual, para 557,3 milhões de euros, comparativamente a 2019, em que ascendeu a 761,4 milhões de euros.

A dimensão global deste setor acabou por diminuir apenas marginalmente face à produção nova, com a frota total gerida pelas empresas de renting a contrair apenas 2,4% em número de viaturas, totalizando 118.805, no valor de 1,91 mil milhões de euros (menos 1,1% do que no ano transato), resultados para os quais contribuíram o prolongamento dos contratos que terminavam em 2020.

Segundo Alexandre Santos, presidente da ALF, “apesar das quebras observadas, o Financiamento Especializado demonstrou manter o seu peso na economia portuguesa e importância para o tecido empresarial, continuando a disponibilizar o seu apoio e até reforçar a sua importância, como no caso do factoring, que assume um peso preponderante face ao PIB nacional, e do renting no setor da mobilidade automóvel”.

Sabia que…

a ALF foi fundada há 37 anos e representa o setor do financiamento especializado em Portugal?

O responsável vai mais longe: “Iniciámos 2021 com a esperança de que a existência de planos sanitários e de recuperação económica pudessem contribuir para alguma recuperação, mas nada se produzirá de forma automática e cada um terá de contribuir à medida das suas possibilidades para um processo de regresso ao crescimento económico, que não estará isento de contrariedades. Os setores representados pela ALF são responsáveis por injetar confiança no mercado e contribuir enquanto agentes de transformação positiva”.

E conclui: “Sem uma recuperação do mercado, não se alcançarão objetivos como a renovação do parque automóvel com vista à redução de emissões de CO2, para o qual o renting e o leasing muito têm contribuído com um crescente número de matrículas de elétricos ou propulsionados por energias alternativas”.

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