Lizarte: 50 anos a dar direção ao automóvel

Empresa de Pamplona não procura o preço mais baixo, mas o processo mais rigoroso. Foi isso que construiu durante cinco décadas. E é isso que continuará a fazer.
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“Há peças num carro que o condutor nunca vê. Não estão no catálogo de opcionais, não aparecem nos anúncios e ninguém as menciona durante uma revisão, a não ser que falhem. O sistema de direção é um desses casos. No entanto, é ele que decide para onde o carro vai quando o condutor quer”, adianta a Lizarte.

Ponto de partida

Quando fundámos a Lizarte, em 1973, a pergunta que colocámos não foi ‘Como podemos fabricar mais barato?’, mas sim ‘Como podemos fabricar melhor?’”, revela.

“O mercado de peças de substituição automóvel em Espanha era um mercado jovem, com pouco rigor técnico e muito improviso. Vínhamos de uma experiência de compreensão dos componentes por dentro: como se desgastam, porque falham, que tolerâncias são críticas e quais não são”, acrescenta.

“Esta obsessão por detalhes técnicos foi o que nos levou à remanufatura. Não como um atalho, mas como um método. A remanufatura de um sistema de direção assistida ou de uma bomba de direção assistida é, em muitos aspetos, mais complexa do que o fabrico de uma nova”, assegura.

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E deixa uma certeza: “Refabricar não é reparar. É desmontar, analisar, substituir cada componente que não cumpre as especificações do fabricante original e voltar a montar seguindo os mesmos padrões da peça original. A diferença está no que não se vê”.

Disciplina é fundamental

Por que razão a remanufatura de sistemas de direção é especialmente complexa? “Nem todos os componentes para automóveis são fáceis de refabricar. Os sistemas de direção dispõem de características que os tornam particularmente críticos”, alerta a Lizarte.

Primeiro, as tolerâncias são de décimos de milímetro. “As cremalheiras, bombas e colunas de direção operam com folgas medidas em mícrones. Uma tolerância fora da gama não produz apenas um ruído incómodo, causa perda de controlo”, explica.

Depois, a diversidade de aplicações. “O catálogo de sistemas de direção inclui milhares de referências de peças com diferentes geometrias, pressões de funcionamento e protocolos de calibração para cada veículo”, afirma.

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Já o núcleo, não pode ser improvisado. “O núcleo, a peça original que está a ser remanufatura, é o ponto de partida. A sua condição determina o que pode ser reaproveitado e o que não pode. Sem critérios técnicos para o selecionar e analisar, todo o processo é invalidado”, sublinha.

E a validação funcional é obrigatória. “Cada unidade remanufaturada sai da nossa linha com um protocolo de teste funcional equivalente ao da produção OEM. Não há exceções com base no volume ou na urgência”, afirma a Lizarte.

Meio de século de experiência

Agora, a questão que define a empresa de Pamplona: “O que aprendemos em 50 anos?”, questiona. A resposta não tarda: “Que a remanufatura bem executada não concorre com os produtos novos”, diz.

Mais: “Ela complementa-nos. O mercado que entende isto — e cada vez mais pessoas entendem — não procura o preço mais baixo. Procura o processo mais rigoroso. Foi isto que construímos na Lizarte durante cinco décadas. E é isso que continuaremos a fazer”, conclui.

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