Há florestas que todos conhecem, que surgem nos mapas, nos documentários e no imaginário coletivo como símbolos naturais a preservar. E, depois, há outras que vivem escondidas debaixo de água, longe da vista de quase todos, silenciosas, essenciais e, até agora, sem identidade própria.
São precisamente essas que a Hyundai quer trazer para a superfície através da nova campanha global “Forests Without Names” — ou, em português, “Florestas sem Nome”.
Dar visibilidade
Lançada a propósito do Mês da Terra, a iniciativa da Hyundai pretende “dar visibilidade às chamadas florestas marinhas, ecossistemas subaquáticos formados por densas comunidades de algas como kelp e macroalgas, fundamentais para a biodiversidade, para o equilíbrio dos oceanos e até para o combate às alterações climáticas”, avança a marca.
“Apesar da sua relevância ambiental, muitas destas áreas continuam sem qualquer designação formal, uma ausência que, segundo a marca, contribui para a sua invisibilidade pública e institucional”, explica.
Através desta campanha, a Hyundai vai atribuir nomes oficiais a florestas marinhas localizadas na Coreia do Sul, Argentina e Austrália, numa ação que “procura não apenas sensibilizar, mas, também, promover o reconhecimento, a documentação e a futura proteção destes habitats.
Os nomes escolhidos passarão a integrar o novo “Sea Forest Map”, um mapa digital criado, especificamente, para o projeto, que a marca pretende vir a integrar em plataformas globais de cartografia e em aplicações amplamente utilizadas na Coreia do Sul, como a Kakao Map”, destaca a Hyundai.
Proteger ambiente
“Temos assumido um compromisso contínuo com a conservação florestal, tanto em ecossistemas terrestres como marinhos. Com a campanha ‘Forests Without Names’, queremos dar visibilidade às florestas marinhas, destacar o seu valor ecológico e sublinhar a importância da proteção dos ambientes marinhos”, explica Hyunchul Jeon, responsável pelo Future Business & Sustainability Group da Hyundai Motor Company.
“Orgulhamo-nos de dar vida a esta história de forma criativa, despertando curiosidade para aquilo que, durante muito tempo, passou despercebido e inspirando as pessoas a cuidar daquilo que passam a conhecer pelo nome”, reforça o responsável.
A campanha insere-se numa estratégia mais ampla de sustentabilidade da Hyundai e surge na continuidade de outros projetos de comunicação ambiental da marca, entre os quais a iniciativa “Tree Correspondents”, premiada em Cannes no ano de 2025, que utilizou Inteligência Artificial para “dar voz” às árvores. Desta vez, porém, o foco desloca-se da terra para o mar.
Criar “eco”
Na Coreia do Sul, uma das duas florestas marinhas restauradas pela Hyundai em Ulsan passará a chamar-se “Ullim”, termo coreano associado à ideia de ressonância ou eco, numa escolha feita em colaboração com o Ministério dos Oceanos e Pescas e com a Korea Fisheries Resources Agency.
Na Argentina, a floresta selecionada recebeu o nome “Auken Aiken”, expressão indígena local que significa “Campo de Vida”, atribuída em parceria com organizações de conservação marinha e comunidades locais.
Já na Austrália, o nome final será escolhido através de votação pública nos canais digitais globais da Hyundai e no website oficial da campanha, sendo, posteriormente, validado com ONG e representantes locais.
Ecossistemas costeiros
Além da componente simbólica, a Hyundai recorda que “estes ecossistemas desempenham um papel ambiental de enorme relevância”. E vai mais longe: “Tal como acontece com as florestas terrestres, as florestas marinhas funcionam como habitat natural para inúmeras espécies, ajudam a filtrar poluentes marinhos e desempenham um papel importante na saúde dos ecossistemas costeiros”.
Segundo diz, “o seu potencial impacto na captura de carbono tem, aliás, vindo a ganhar crescente atenção internacional, com o tema a marcar presença em 2025 nos debates da 63.ª sessão do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, realizada em Lima, no Peru”.
Paralelamente, a marca mantém em curso vários projetos de conservação marinha, incluindo a recuperação de florestas de algas ao largo de Ulsan e iniciativas de recolha de resíduos marinhos em 10 países.
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