A economia circular está a transformar a forma como os recursos são utilizados, privilegiando a redução do desperdício, a reutilização de materiais e a diminuição da dependência de matérias-primas virgens.
No setor do vidro automóvel, a Glassdrive, marca integrada no Grupo Saint-Gobain, “apresenta um modelo que acompanha o percurso do vidro desde a extração da areia até à sua reciclagem”, avança a empresa, em comunicado.
Da origem à instalação
A Saint-Gobain é o único grupo do setor do vidro com presença em toda a cadeia de valor, desde a extração da matéria-prima até à instalação no veículo. “Este modelo abrange a produção de vidro plano, a transformação em para-brisas, a distribuição e a intervenção nos centros de reparação e substituição da Glassdrive”, destaca.
Uma das principais medidas para reduzir a pegada de carbono passa pela “utilização de vidro plano com uma elevada percentagem de conteúdo reciclado, diminuindo a necessidade de recorrer a matérias-primas virgens”, explica a empresa.
“A eficiência estende-se à logística, através da aposta em fornecedores locais, instalações industriais com baixas emissões e transportes progressivamente mais limpos. O armazém central de distribuição dispõe ainda de produção própria de energia a partir de uma fonte renovável”, sublinha a Glassdrive.

Reparar vs substituir
Nos centros Glassdrive, a economia circular começa pela decisão de reparar sempre que as condições técnicas e de segurança o permitem. “Esta opção evita a produção, o transporte e a instalação de um novo vidro, reduzindo o consumo de recursos e os resíduos associados à substituição”, afirma a empresa.
Quando a reparação não é viável, a marca assegura o encaminhamento para reciclagem de 100% dos para-brisas substituídos. “O vidro é transformado em calcim, um material que pode ser reintroduzido como matéria-prima no fabrico de novo vidro, contribuindo para fechar o ciclo produtivo”, defende a mesma fonte.
Menos resíduos
O compromisso estende-se à atividade quotidiana dos centros. A separação dos resíduos em, pelo menos, quatro fluxos (vidro, produtos químicos, plásticos e cartão) permite uma gestão especializada, com recurso a parceiros adequados.
“A utilização de panos reutilizáveis e laváveis reduz o consumo de papel, enquanto a gestão dos resíduos contaminados e a progressiva adoção de viaturas elétricas ou híbridas reforçam a eficiência operacional. Sempre que possível, é, também, privilegiada a utilização de energia de origem renovável”, adianta a Glassdrive.

Circularidade com segurança
A transição para um modelo mais circular não dispensa os requisitos de segurança. “Na Glassdrive, a substituição dos vidros é realizada por técnicos especializados, segundo procedimentos rigorosos e com adesivos de elevada qualidade, em conformidade com as especificações dos fabricantes”, salienta a Glassdrive.
A marca utiliza “vidros de qualidade equivalente à original, produzidos de acordo com os padrões europeus aplicáveis, procurando conciliar segurança, durabilidade e eficiência na utilização dos recursos”, acrescenta.
No vidro automóvel, a economia circular traduz-se, assim, em três prioridades: “Reparar sempre que possível, reciclar quando a substituição é inevitável e tornar cada etapa da cadeia mais eficiente”, reforça a Glassdrive.
“Um modelo em que a redução do desperdício começa antes da instalação e continua muito depois de o vidro deixar de cumprir a sua função no veículo”, conclui.
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