Euromaster explica como cheias podem provocar avarias graves nos veículos

Rede alerta para os principais danos que podem afetar veículos expostos a inundações, num contexto de chuva intensa e risco de cheias.
Check-up Media driving in flood

Face ao atual cenário meteorológico, marcado pela continuação de chuva intensa e pelo constante risco de cheias e inundações em várias regiões do país, a Euromaster alerta para os “principais danos que podem afetar um veículo exposto à água”.

O aviso surge num contexto ainda marcado pelos impactos da depressão Kristin, que provocou danos significativos em infraestruturas e serviços em diversas zonas do território nacional, aumentando o risco de viaturas ficarem submersas ou circularem em áreas alagadas.

“Se o veículo se encontrar em funcionamento no momento em que entra numa zona inundada, é muito provável que a água seja aspirada pela admissão do motor, podendo provocar a sua avaria total”, avisa a Euromaster.

“Nestes casos, a água pode entrar nos cilindros e, quando o pistão sobe ao ponto morto superior, como a água não é compressível, ocorre a deformação das bielas, conduzindo à rutura completa do motor”, diz.

“Num veículo com cerca de 15 anos de antiguidade, a substituição integral do motor pode facilmente ultrapassar os €3.000. Em veículos mais recentes, de gama média, o custo da substituição completa do motor pode situar-se entre os €10.000 e os €15.000”, sublinha a rede.

“Num veículo de combustão relativamente recente, podem existir entre 25 e 30 unidades eletrónicas. Em caso de inundação, é altamente provável que estas unidades sejam afetadas, quer pela água acumulada, quer pela sujidade e pelos detritos habitualmente arrastados durante uma cheia”, adianta.

“As unidades eletrónicas mais simples apresentam um custo base superior a €300 por unidade, enquanto uma unidade mais sofisticada e tecnologicamente avançada pode atingir valores entre os €1.000 e os €5.000”, afirma a Euromaster.

No caso dos sistemas de travagem e de suspensão, “uma limpeza profunda e uma secagem adequada podem, em muitos casos, ser suficientes para resolver o problema, sendo estes considerados danos de menor gravidade”, refere.

Mas adverte: “Importa recordar que, juntamente com os pneus, os travões e as suspensões são dos componentes mecânicos mais expostos às intempéries, nomeadamente à chuva intensa, à água acumulada e às projeções resultantes da circulação em zonas alagadas”.

Relativamente ao sistema de escape, é “fundamental assegurar a correta remoção da água acumulada, evitando a retenção de humidade que pode dar origem a fenómenos de corrosão interna”, diz.

“Os custos associados à reparação variam significativamente, mas são, regra geral, inferiores aos decorrentes de danos no motor”.

“A reparação do interior de um veículo inundado é, na maioria dos casos, viável. Bancos, tablier, revestimentos e outros elementos do habitáculo podem ser recuperados, embora o processo seja exigente”, alerta.

“O custo mínimo estimado para este tipo de intervenção ronda os €250, podendo aumentar em função da extensão e da gravidade dos danos”, acrescenta a Euromaster.

“Embora a bateria dos veículos elétricos esteja concebida para resistir à submersão, o principal problema reside nos restantes componentes eletrónicos”, adianta.

“Quando um veículo elétrico fica submerso numa zona inundada, é muito provável que estes componentes sejam afetados de forma grave ou muito grave, podendo, em alguns casos, não compensar proceder à reparação”, remata.

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