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Eni lança estação de tratamento de biomassa em Gela, na Sicília

Nova BTU (Biomass Treatment Unit) de Gela já iniciou a sua atividade, permitindo a utilização de até 100% dos resíduos de matéria-prima na produção de biocombustíveis.

A nova BTU (Biomass Treatment Unit ou, em português, Unidade de Tratamento de Biomassa) da Eni já iniciou a sua atividade e foi alvo de testes há uns dias. Tal permitirá que a biorrefinaria da Eni em Gela, na província de Catania, utilize até 100% da biomassa de óleo de cozinha usado e de gorduras de processamento de peixe e carne produzidos na Sicília (não entra, por isso, em concorrência com a cadeia alimentar) para criar um modelo de economia circular de zero quilómetro para a produção de biodiesel, bionafta, bioGPL e biocombustível para aviação.

O óleo de mamona (óleo vegetal – também designado de castor oil – extraído a partir de sementes da planta Ricinus communis) também será utilizado para abastecer a biorrefinaria de Gela, graças a um projeto experimental de cultivo de mamona em terras semidesérticas da Tunísia, substituindo totalmente o óleo de palma, que deixará de ser utilizado nos processos de produção da Eni a partir de 2023.

O plano 2021-2024 prevê a duplicação da capacidade de produção das biorrefinarias da Eni para cerca de dois milhões de toneladas até 2024 e um aumento para cinco ou seis milhões de toneladas até 2050.

A construção da fábrica teve início em 2020 e, apesar da desaceleração causada pela redução das atividades durante a pandemia, a grande maioria do projeto ficou concluída dentro do prazo previsto. Não se registaram acidentes, nem para os colaboradores da Eni nem para os operários contratados, em 1,3 milhões de horas trabalhadas.

O lançamento da BTU completa a segunda fase da transformação da unidade de fabrico, que se dedica, exclusivamente, a processos produtivos sustentáveis ​​e representa um passo sólido no processo de descarbonização e transição energética que está na base da estratégia da Eni, estando esta empenhada em alcançar a neutralidade carbónica dos seus produtos e processos até 2050.

Eni image

A BTU junta-se à tecnologia já em utilização, que inclui Ecofining, tecnologia Eni-UOP para produzir biocombustíveis a partir de matérias-primas de origem biológica, Steam Reforming para produzir hidrogénio e a unidade piloto Waste to Fuel, construída pela Eni Rewind, que transforma a fração orgânica de resíduos sólidos urbanos em bio-óleo e bio-metano.

A transformação da anterior unidade petroquímica de Gela é um exemplo de economia circular regenerativa, que tem permitido a conversão de ciclos de produção a partir de fontes fósseis, de modo a interligar-se com o plano de destruição de unidades não utilizadas para a produção de biocombustíveis e remediação ambiental.

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