A BMW está a acelerar a integração de robots humanóides nas suas operações industriais e lançou, na fábrica de Leipzig, o “primeiro projeto-piloto europeu desta nova geração de automação”, diz a marca alemã.
O objetivo é claro: “Colocar robots a trabalhar, lado a lado, com pessoas na construção de automóveis, num modelo de colaboração cada vez mais sofisticado”, sublinha a BMW.
Áreas exigentes
O ensaio decorre em áreas particularmente exigentes, como a montagem de baterias de alta voltagem e o fabrico de componentes. “São operações que combinam precisão milimétrica com tarefas repetitivas e exigentes do ponto de vista ergonómico, um terreno fértil para testar resistência, destreza e capacidade de adaptação dos robots humanóides em ambiente real de produção”, afirma.
A iniciativa insere-se numa tendência mais ampla da indústria. Também a Tesla, a Hyundai e a Mercedes-Benz estão a desenvolver soluções semelhantes para as suas linhas de montagem, sinalizando que a próxima revolução industrial do setor poderá ter forma humana, ainda que feita de metal, sensores e algoritmos.
Potencial económico
O potencial económico é expressivo. De acordo com a Morgan Stanley, o “mercado global de robots humanóides poderá atingir os cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,25 mil milhões de euros) até 2050, com mais de mil milhões de unidades em operação”. Um número que ajuda a explicar por que motivo os construtores de automóveis estão a investir desde já nesta tecnologia.
Colegas humanóides
Em Leipzig, a BMW procura avaliar “não apenas a viabilidade técnica, mas, também, a integração segura e eficiente destes sistemas no quotidiano fabril”, adianta a marca.
A visão passa por “criar ambientes produtivos onde humanos e robots colaboram, complementando competências: à máquina cabem a repetição incansável e a precisão constante; às pessoas, a supervisão, a decisão e a capacidade de adaptação”, acrescenta a mesma fonte.
Se o automóvel do futuro será elétrico, digital e conectado, a fábrica que o produz poderá ser, igualmente, inteligente e habitada por uma nova geração de “colegas” humanóides.
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