A DEKRA alerta que as “alergias sazonais, como a febre dos fenos, podem ter um impacto direto na segurança rodoviária, afetando a capacidade de condução de milhões de pessoas durante a época do pólen”.
“Sintomas comuns, como olhos lacrimejantes, comichão, nariz entupido ou espirros frequentes, afetam a perceção e o tempo de reação ao volante”, avisa. “Um simples espirro pode obrigar o condutor a fechar os olhos por instantes, o que, a 50 km/h, equivale a percorrer cerca de 14 metros sem visão”, reforça a empresa.
E a medição?
“As reações alérgicas estão frequentemente associadas a fadiga, dificuldade de concentração e cansaço, efeitos semelhantes aos da condução sob privação de sono. Estes fatores aumentam o risco de erro e reduzem a atenção na estrada”, sublinha a DEKRA, em comunicado.
“A medicação é outro elemento crítico”, afirma. “Alguns anti-histamínicos, sobretudo de gerações mais antigas, podem provocar sonolência e diminuir os reflexos. Mesmo os fármacos mais recentes podem ter efeitos distintos de pessoa para pessoa, sendo aconselhável testar a sua tolerância fora de situações de condução”.
Avaliação realista
A DEKRA recomenda uma “avaliação realista do estado físico antes de conduzir, especialmente quando se verificam sintomas mais intensos ou quando há alteração da medicação”, defende.
Entre as medidas preventivas, destacam-se “manter os vidros fechados em dias de maior concentração de pólen, substituir, regularmente, os filtros do habitáculo, usar óculos de sol e evitar conduzir em caso de crises de espirros ou fadiga acentuada”, acrescenta.
Os especialistas sublinham ainda que a “combinação de fatores, como níveis elevados de pólen, viagens longas, cansaço e medicação, pode agravar, significativamente, o risco”, afirma. E remata: “Com o aumento das alergias, potenciado pelas alterações climáticas, a consciencialização torna-se essencial”.
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