E se as baterias dos veículos elétricos dispensarem o lítio? A CATL (Contemporary Amperex Technology Co., Limited), principal fornecedora da Tesla, entre outras marcas, acaba de apresentar a primeira geração das suas baterias de iões de sódio, uma tecnologia com que promete carregamentos em apenas 15 minutos.
Mas nem tudo é simples, apesar de o sódio ser um dos elementos mais comuns e de extração mais fácil e acessível do planeta. Existe o problema das dimensões dos seus iões, o que obriga a repensar o modo como a energia circula dentro da bateria.
De acordo com a CATL, “a bateria de iões de sódio tem um princípio de funcionamento semelhante ao da bateria de iões de lítio: os iões de sódio também se movimentam entre o cátodo (o lado positivo da bateria) e o ânodo, mas os iões de sódio têm maior volume e maiores problemas em matéria de estabilidade estrutural e propriedades cinéticas dos materiais”.
Segundo explica “o que dificulta muito a industrialização da alternativa. A solução mais eficaz está na criação de um sistema de bateria AB, que integra os dois tipos de células, de iões de sódio e lítio”.
A primeira geração de baterias de iões de sódio da CATL tem as vantagens de alta densidade de energia, capacidade de carregamento rápido, excelente estabilidade térmica e desempenho ótimo com baixa temperatura.
Segundo o fabricante, “a bateria pode carregar em 15 minutos até 80% de SOC (estado de carga) à temperatura ambiente”. Mas não só. Em ambiente de baixa temperatura (-20°C), a bateria de iões de sódio tem uma taxa de retenção de capacidade de mais de 90% e a sua eficiência de integração de sistema pode atingir mais de 80%.
Por outro lado, o sódio é menos eficiente como portador de carga, consegue menos 20% de densidade energética, com a empresa a anunciar valores de 160 Wh/kg, quando as baterias dos veículos elétricos atuais rondam os 200-250 Wh/kg (as da Tesla ultrapassam estes valores).
Na CATL, a meta de desenvolvimento da densidade de energia das baterias de iões de sódio da próxima geração é superar 200 Wh/kg, com planos para arrancar com a produção em larga escala em meados de 2023.
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