Exportações de componentes para automóveis dão sinal de vida

Registo do mês de março traduziu aumento de 41,6% face a igual período de 2020, chegando aos 919 milhões de euros. É o primeiro sinal de vida do setor em meses.

A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) anunciou que as exportações em março registaram um aumento de 41,6% face ao mesmo período de 2020.

“Depois de dois meses com quedas consecutivas, as exportações de componentes para automóveis subiram para os 919 milhões de euros, tornando-se este no melhor mês de março de sempre”, explica a AFIA em comunicado.

“No primeiro trimestre de 2021, as exportações de componentes para automóveis atingiram os 2.586 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 5,4% relativamente a 2020, alcançando neste primeiro trimestre os níveis registados na época pré-covid”, acrescenta.

Quanto aos países de destino das exportações, de janeiro a março de 2021 e quando comparados com 2020, Espanha manteve-se na liderança, com vendas no valor de 773 milhões de euros (+7,8%).

Sabia que…

a AFIA representa 5,6% do PIB nacional, 8,6% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis?

Seguiram-se-lhe Alemanha, com 523 milhões de euros (+8,8%), França, com 323 milhões de euros (+1,6%), e, finalmente, o Reino Unido, com 131 milhões de euros (-36,4%). Na totalidade, estes países representaram 68% do total das exportações portuguesas de componentes para automóveis.

“Refira-se ainda que as exportações de componentes para automóveis crescem acima das vendas de automóveis na Europa: 5,4% vs 0,9%, o que vem, uma vez mais, confirmar a resiliência e a capacidade lutadora das empresas portuguesas de componentes para automóveis”, acrescenta ainda a associação.

“No entanto”, frisa, “apesar desta melhoria, a situação para o segundo trimestre continua a ser de incerteza e muito influenciada pela escassez de semicondutores e componentes eletrónicos, que tem afetado a atividade dos construtores de automóveis e algumas fábricas de construção automóvel na Europa, que atrasaram ou tiveram mesmo de parar, temporariamente, a produção por falta de chips. Esta situação também está a afetar a indústria portuguesa de componentes para automóveis devido às paragens na produção dos seus clientes”.

O Brexit continua, também, a ser uma ameaça às exportações, pois desde 2017 que as exportações para o Reino Unido estão em queda, passando dos 300 milhões de euros (primeiro trimestre de 2017) para os 131 milhões de euros no acumulado até março de 2021, ou seja, -56%.

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