O MotoGP Portugal 2025 gerou 102 milhões de euros em Valor Acrescentado Bruto (VAB), dos quais 56 milhões no Algarve, e contribuiu para a criação de 2.024 empregos equivalentes a tempo inteiro.
Os resultados constam de um estudo da EY-Parthenon, realizado para a Parkalgar, que evidencia o peso da competição na economia nacional e na projeção internacional do destino.
Disputada no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, a “prova registou cerca de 166 mil entradas e recebeu espetadores de 70 países”, avança o estudo.
“Quatro em cada 10 adeptos eram estrangeiros, com França, responsável por 12% do público total, e Espanha (8%) entre os principais mercados internacionais”, refere.
Impulsionar turismo
O impacto ultrapassou os dias de competição. Segundo o estudo, o evento “impulsionou a atividade turística nos municípios próximos do circuito, sobretudo em Portimão e Lagoa, onde o crescimento das dormidas e do número de hóspedes no mês da prova superou, significativamente, a tendência observada no resto do ano”, revela.

A capacidade de atrair visitantes durante vários dias refletiu-se, também, na duração das estadias. Os adeptos finlandeses permaneceram, em média, 7,4 noites no destino, seguidos dos dinamarqueses, com sete noites, e dos visitantes do Luxemburgo, com 6,7.
Entre os mercados com maior despesa média em Portugal, destacaram-se a Dinamarca, com €3.732 por pessoa, a Suécia (€2.636) e a Colômbia (€2.583).
Importância estratégica
“O alojamento e a restauração fora do recinto foram as principais componentes da despesa turística, com médias de €438 e €326 por visitante, respetivamente”.
No conjunto, os gastos dos espetadores geraram “94 milhões de euros em VAB, 1.879 empregos equivalentes a tempo inteiro e mais de 32 milhões de euros em receita fiscal”.
Contabilizando o impacto global da prova, o estudo “estima ainda 43 milhões de euros em remunerações e 35 milhões em receita fiscal para o Estado português”.
Para Jaime Costa, CEO do AIA, os resultados confirmam a “importância estratégica do MotoGP para a região”, em particular pela “capacidade de gerar procura turística em época baixa, prolongar estadias e dinamizar empresas ligadas ao turismo e aos serviços”.
