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DEKRA alerta para os riscos das ultrapassagens

Estudo da DEKRA alerta que ultrapassagens mal avaliadas continuam entre as manobras mais perigosas e raramente compensam o tempo ganho.
Check-up Media DEKRA overtaking

“As ultrapassagens continuam a estar entre as manobras mais críticas da condução em estradas nacionais e são responsáveis por acidentes frequentemente associados a erros de avaliação”.

O alerta é deixado pela DEKRA Accident Research, que recomenda aos condutores que “só avancem para uma ultrapassagem quando não existir qualquer dúvida sobre as condições de segurança”, avisa.

Dúvidas? Não ultrapasse!

Segundo Luis Ancona, especialista da DEKRA, muitos condutores iniciam a manobra sem avaliarem, corretamente, a distância, a velocidade dos restantes veículos ou a presença de trânsito em sentido contrário. “As ultrapassagens estão entre as situações de condução mais críticas. Se existir a mais pequena dúvida, a ultrapassagem não deve ser feita”, afirma.

A investigação da DEKRA destaca que os acidentes resultam, muitas vezes, da “inexistência de margens de segurança suficientes”, explica. “Estradas com curvas, lombas, depressões ou cruzamentos representam riscos acrescidos, uma vez que podem ocultar veículos em sentido contrário ou utilizadores vulneráveis da via, como ciclistas ou tratores que entram inesperadamente na estrada”, esclarece a empresa.

Distância e visibilidade

A DEKRA recorda que a “ultrapassagem apenas deve ser iniciada quando toda a extensão da via está visível e existe a garantia de que nenhum veículo em sentido contrário será colocado em perigo”, diz. “Caso surja trânsito durante a manobra, esta deve ser interrompida de imediato”, alerta.

Outro dos aspetos frequentemente subestimados é a “distância necessária” para concluir a ultrapassagem em segurança. Além de respeitar os limites de velocidade e as distâncias de segurança, é necessário considerar que os veículos em sentido contrário também se aproximam rapidamente.

Check-up Media DEKRA overtaking 2

“Quando a diferença de velocidade entre o veículo que ultrapassa e o ultrapassado é reduzida, a distância necessária aumenta significativamente. Se o condutor perceber que não dispõe de espaço ou velocidade suficientes, deverá desistir da manobra o mais cedo possível”, recorda a DEKRA.

Tempo não compensa

O estudo chama, igualmente, a atenção para um erro comum: “ignorar o trânsito que circula atrás do veículo”. Antes de iniciar qualquer ultrapassagem, o condutor deve “confirmar se outro veículo não iniciou já a mesma manobra, sinalizar antecipadamente a mudança de direção e regressar à sua faixa apenas quando existir espaço suficiente, sem cortar a trajetória do veículo ultrapassado”, alerta a mesma fonte.

Para a DEKRA, o ganho de tempo obtido com sucessivas ultrapassagens é, na maioria dos casos, reduzido e não compensa o risco. “Na maior parte das situações estamos a falar de poucos minutos, no máximo. É um risco que, simplesmente, não vale a pena correr”, sublinha Luis Ancona, no mesmo comunicado.

Questões essenciais

A DEKRA recomenda ainda que, antes de iniciar uma ultrapassagem, os condutores respondam a algumas questões essenciais: “A estrada está totalmente visível e livre de trânsito em sentido contrário? Existe distância suficiente? O veículo tem capacidade de aceleração adequada? Há algum veículo atrás a iniciar uma ultrapassagem? A manobra foi devidamente sinalizada? É possível desistir da ultrapassagem em segurança caso as condições se alterem?”, exemplifica a DEKRA.

Para Luis Ancona, a decisão deve ser sempre tomada com prudência e sentido de responsabilidade. “Antes de cada ultrapassagem, pergunte a si próprio se ela é realmente necessária e se vale mesmo a pena. Muitas vezes, basta parar um momento e repensar a intenção para evitar uma situação potencialmente grave”, conclui o especialista.

Mais sobre a DEKRA aqui.

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