O mercado automóvel em Portugal mantém uma trajetória de crescimento em 2026, com destaque para o aumento das vendas e para o peso crescente das motorizações eletrificadas.
De acordo com dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), “no mês de abril foram matriculados 24.969 veículos, o que representa uma subida de 14,4% face ao mesmo período de 2025”.
“Recuperação sustentada”
“No acumulado dos primeiros quatro meses deste ano, o crescimento mantém-se sólido, com 98.722 unidades matriculadas, traduzindo uma evolução positiva de 10,2% em comparação com o período homólogo”, revela. Este desempenho confirma a “recuperação sustentada do setor”, num contexto ainda marcado por transformações estruturais na mobilidade.
“O segmento dos ligeiros de passageiros continua a liderar o mercado, com 21.592 unidades matriculadas em abril, um aumento de 15,1%. Entre janeiro e abril, este segmento atingiu 85.651 unidades, mais 10,8% do que no mesmo período de 2025.
Já os ligeiros de mercadorias, registaram um crescimento mensal de 7,7%, embora apresentem uma ligeira quebra acumulada de 0,8%, com 10.093 unidades”, sublinha a associação.
E os pesados?
“Em sentido oposto, o segmento de veículos pesados evidenciou uma forte dinâmica de crescimento. Em abril, foram matriculados 658 veículos, um aumento de 20,1%, enquanto no acumulado do ano o crescimento atinge uns expressivos 38,8%, com 2.978 unidades”, destaca.
Um dos dados mais relevantes prende-se com a evolução das “motorizações alternativas”. Segundo a ACAP, “nos primeiros meses de 2026, 73,7% dos ligeiros de passageiros novos já utilizavam energias alternativas, confirmando a mudança estrutural do mercado”.
Mais: “Os veículos 100% elétricos (BEV) representam 23,5% do total acumulado e 23,2% apenas no mês de abril, consolidando a sua posição como uma das principais escolhas dos consumidores”, acrescenta a mesma fonte.
Destaque para híbridos
“Os híbridos continuam, ainda assim, a liderar entre as soluções eletrificadas, com os HEV a representarem 30,9% e os híbridos plug-in (PHEV) 13,8%”, adianta. “Já os motores a gasolina e gasóleo, mantêm uma presença mais reduzida, com 22,2% e 4%, respetivamente”.
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