Exportações de componentes caem para 1.973 milhões de euros

Exportações de componentes para automóveis recuam até fevereiro, mas setor mantém peso relevante e resiliência nos principais mercados.
Check-up Media car components

As exportações portuguesas de componentes para automóveis “atingiram 1.973 milhões de euros nos primeiros dois meses de 2026, uma queda de 8,5% face ao mesmo período do ano anterior”, segundo dados da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA). Só em fevereiro, as vendas ao exterior “somaram 978 milhões de euros, registando uma descida homóloga de 9,6%”, indica.

Destino? Europa

Apesar da quebra, o desempenho do setor foi “menos negativo do que o das exportações nacionais de bens, que recuaram 14,9% no mesmo mês”, destaca a associação. O início do ano ficou marcado por um contexto internacional mais exigente e pelos impactos das tempestades no final de janeiro, que provocaram danos em infraestruturas industriais e interrupções no fornecimento de energia, afetando a produção.

“Ainda assim, os componentes para automóveis continuam a ter um peso significativo, representando 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis”, afirma a AFIA. “A Europa mantém-se como principal destino, concentrando 88,5% das vendas, embora com uma redução de 3,5% no período analisado”.

Espanha lidera

“Espanha lidera como principal mercado, com uma quota de 28%, seguida de Alemanha (22,6%), França (9,4%) e Reino Unido (5%). No entanto, as exportações para Espanha caíram 11,4%, para a Alemanha 2,6% e para o Reino Unido 12,6%, enquanto França registou uma ligeira subida: 0,2%. Em conjunto, estes quatro destinos representam cerca de 65% das exportações do setor”, adianta a AFIA, em comunicado.

Fora dos principais mercados, destacam-se crescimentos em países como Marrocos, Itália e Polónia, enquanto os EUA registaram uma forte quebra: 40,6%. A evolução acompanha, de forma geral, a redução da produção automóvel nos principais mercados europeus.

Arranque desafiante

Segundo José Couto, presidente da AFIA, os dados “confirmam um início de ano desafiante, mas, também, evidenciam a capacidade de resistência do setor em mercados estratégicos”.

O responsável sublinha a “importância de garantir condições de competitividade e estabilidade para que as empresas possam continuar a reforçar a sua posição nas cadeias de valor internacionais”.

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