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Sabe por que razão os veículos demoram tempo a aquecer? A Industrias Dolz explica

A temperatura do veículo continua a ser um aspeto fundamental para garantir o seu desempenho a curto, médio e longo prazos, como explica a empresa espanhola.
Check-up Media Dolz car temperature

“Quando nos referimos a temperatura, não é a que se encontra dentro dos cilindros, mas sim no próprio sistema de refrigeração do motor”, começa por explicar a Industrias Dolz.

“Tanto os fatores internos (como componentes do motor com falha) como os externos (como o tempo frio) podem ter um impacto sobre quanto tempo se deve aquecer o carro e os problemas de temperatura”, refere.

“Felizmente, existe uma série de indicadores e testes que podem ser realizados para entender a temperatura do motor do carro e os possíveis problemas associados”, sublinha. O quadro abaixo explica tudo.

“As faixas médias de temperatura do carro devem estar entre 195°C e 220°C. Podem variar dependendo das condições e operações do veículo (por exemplo, podem mudar se o ar condicionado estiver a funcionar)”, adianta.

“Se nos deparamos com um motor que tende a sobreaquecer, tal pode causar falhas mais graves, como os cilindros e os anéis do pistão, que acabam por perder a sua vedação hermética. Pelo contrário, se o motor não atingir a sua temperatura ideal de funcionamento, rapidamente, no arranque (cerca de 15 minutos), existe um problema: quando o motor não consegue atingir a sua temperatura, haverá um maior desgaste e consumo de combustível e óleo”, revela.

Existem vários componentes do sistema para garantir a temperatura operacional normal do motor de um carro, incluindo: “Líquido de refrigeração; termóstato; bomba de água; radiador; ventilador de refrigeração do radiador; tampa de pressão do sistema de arrefecimento”, destaca.

Esse conjunto faz parte do sistema de arrefecimento, essencial para o motor, responsável por manter a temperatura consistente do carro. “Funciona da seguinte forma: quando o motor trabalha, aquece. Os componentes mencionados encarregar-se-ão de arrefecê-lo. O mau funcionamento do sistema pode levar à falta de arrefecimento e a temperaturas extremas que podem resultar em reparações ou substituições dispendiosas. Esta é a razão pela qual as verificações de temperatura do carro devem sempre ser uma prioridade”, alerta.

“O líquido de refrigeração do motor, comummente conhecido como anticongelante, normalmente é feito de uma mistura 50/50 de anticongelante e água desmineralizada, sendo responsável pela temperatura correta do carro, evitando sobreaquecimento e congelamento, além de corrosão”, esclarece a Industrias Dolz.

“Para a sua substituição, é sempre aconselhável consultar o manual do proprietário desta especificação quanto ao que necessita, embora, regra geral, seja necessário mudar o líquido de refrigeração a cada 40 mil km ou a cada dois anos”, sublinha a mesma fonte.

“Níveis baixos de líquido de refrigeração podem ocorrer devido a fugas internas ou externas. Nesse caso, podem ser os responsáveis ​​pelo sobreaquecimento do motor. Esta é a razão pela qual os níveis de líquido de refrigeração devem ser testados consistentemente”, diz.

“Para isso, procure o reservatório do líquido de refrigeração e verifique se os níveis estão entre as linhas ‘baixo’ e ‘alto’. Além disso, os proprietários de automóveis devem garantir o uso do líquido de refrigeração específico projetado para os seus veículos”, acrescenta.

Os termóstatos do veículo consistem numa válvula situada entre o motor e o radiador, responsáveis ​​por regular o fluxo de líquido de refrigeração. Para isso, abrem ou fecham uma válvula dependendo das condições do motor: a válvula abre quando a temperatura do carro estiver no máximo, deixando o líquido de refrigeração entrar e evitando o sobreaquecimento do motor”, conta a Industrias Dolz.

“Como consequência”, salienta, “se o termóstato não funcionar corretamente, a temperatura do motor pode ser inadequada e os seus componentes podem ficar seriamente danificados”. Neste caso, o termóstato deve ser substituído.

“Para verificar o termóstato, primeiro avaliar se o motor está frio. Em seguida, remover a tampa do radiador para verificar os fluxos de líquido de refrigeração e ligar o carro. No início, não deve fluir, pois o motor ainda não atingiu as temperaturas de operação. No entanto, se o líquido de refrigeração não começar a fluir, significa que o termóstato está na posição fechada e pode estar danificado”, refere a empresa.

“A bomba de água representa um elemento-chave no funcionamento do motor, uma vez que é responsável por fazer circular o líquido de refrigeração através do motor e do radiador. Existem dois sinais claros que indicam que uma bomba de água está com problemas: fugas do lado do passageiro e, também, chiadeiras ou ruídos agudos. Isso significa que, provavelmente, precisará de ser substituída”, diz.

“Outras formas de detetar se uma bomba de água está com defeito incluem: verificar se o líquido de refrigeração não circula, removendo a tampa de pressão do sistema de refrigeração. No entanto, como vimos, isso também pode estar relacionado com um termóstato com defeito, portanto, essa possibilidade também deve ser considerada; uma inspeção visual da bomba de água pode revelar sinais de fuga, como rastos verdes ou brancos, bem como humidade”, adianta a empresa.

O frio não costuma ser um aliado para a maioria dos componentes do carro. “Embora existam muitos mitos sobre aquecer o motor do veículo de forma mais rápida ou eficiente, a verdade é que a melhor forma de aquecer o carro adequadamente, é aquecer o motor apenas o tempo suficiente para que fique confortável e seguro durante a condução”, aconselha.

“Por isso, na Dolz, recomendamos duas práticas a seguir: uma vez dentro do veículo, ligue o motor e deixe-o a funcionar durante 30 segundos. Isto é tudo o que é preciso nos principais veículos. Além disso, adotar uma condução constante e suave durante os primeiros quilómetros e trabalhar a mecânica que controla o carro sem acelerações bruscas e involuntárias”, afirma.

“Com estes procedimentos, obteremos uma proporção adequada de ar e combustível, evitando o consumo excessivo deste último. Estas são duas decisões importantes para garantir que um motor aquece de forma progressiva e eficiente”, conclui a Industrias Dolz.

Mais sobre a Industrias Dolz aqui.

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