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Mazda MX-30 e-Skyactiv: muito estilo, pouca autonomia

A Mazda fez regressar a sigla MX fora da aplicação do seu roadster. E, logo, para um veículo 100% elétrico que conjuga traços de SUV com características de utilitário. Só é pena a autonomia limitada.
Check-up Media Mazda MX-30

Talvez poucos se lembrem, mas a utilização do sufixo “MX” por parte da Mazda é anterior ao modelo que o celebrizou, ou seja, o MX-5, lançado, na sua primeira forma, em 1990 na Europa (1989 nos EUA como Miata).

Na verdade, a estreia da sigla “MX” remonta a 1981, quando a marca japonesa revelou o protótipo MX-81, um futurista hatchback criado pelo estúdio de design italiano Bertone, com luzes traseiras em posição elevada e faróis escamoteáveis que seriam utilizados em posteriores modelos da Mazda.

Em 2021, com o lançamento do MX-30, a sigla “MX” regressa a um modelo para além do MX-5. Sendo o primeiro veículo elétrico de produção em série da Mazda, o MX-30 é um automóvel que assinala um novo capítulo na história da marca nipónica.

Embora mantendo as formas elegantes e puras do design Kodo, o estilo do MX-30 é mais inspirado no conceito “Human Modern”, uma interpretação, diz a marca, mais profunda e expressiva de uma filosofia estética focada em novos valores e estilos de vida emergentes.

Segundo ainda a Mazda, o conceito “Human Modern” estimulou inúmeras abordagens de design sem precedentes. O exterior é simples, no sentido de enfatizar a sua beleza como uma massa sólida, enquanto as suas portas freestyle e a superfície vidrada emoldurada sugerem uma sensação de amplitude e espaço interiores.

As jantes de 18” favorecem o apelo visual deste veículo 100% elétrico, cujas linhas de assemelham mais a um SUV do que a um familiar compacto. O design cilíndrico das óticas, adotado em todos os modelos Mazda de nova geração, combina profundidade com distinção.

As secções laterais da estrutura do habitáculo entre os pilares A e C, bem como a zona lateral do portão traseiro, apresentam um acabamento numa cor metalizada diferente da aplicada na carroçaria, reforçando o visual aerodinâmico do habitáculo e a sua integração na área traseira do veículo.

O tejadilho propriamente dito apresenta-se escurecido, a fim de destacar ainda mais a forte dinâmica dos elementos da estrutura com acabamento metalizado.

Check-up Media Mazda MX-30 interior
Interior funcional

O habitáculo foi projetado para dar aos ocupantes a sensação de estarem “envoltos em espaço”, dispondo de uma consola central flutuante e de materiais exclusivos, concebidos para minimizar o impacto ambiental. Tal como no exterior, simplicidade foi a palavra de ordem, com o MX-30 a ser um modelo mais espaçoso do que aquilo que as suas dimensões exteriores fazem supor.

Uma mudança implementada para criar um visual mais simples no habitáculo foi a introdução de um painel digital tátil de 7” para controlo do ar condicionado, assinalando, também este, uma estreia na Mazda.

Além disso, a consola central flutuante, a parte superior do painel de instrumentos, a pala deste no lado do condutor e os respetivos acabamentos foram todos concebidos para criar uma sensação de continuidade e leveza.

Apesar do seu valor funcional, estas inovações foram, também, desenvolvidas para estimular os sentidos, aumentando a qualidade percebida no interior. O design foi, posteriormente, aperfeiçoado através de um processo colaborativo em que os engenheiros utilizaram dados analíticos sobre características humanas.

Check-up Media Mazda MX-30 doors

A utilização de materiais, construção e cores sustentáveis (foi aplicada cortiça em secções da bandeja da consola central e nas pegas das portas) contribui para a agradável estadia a bordo, com os acabamentos e a montagem a exibirem níveis bastante convincentes.

Já o posto de condução, é ergonómico e muito confortável, graças à boa pega do volante, aos comandos bem posicionados, ao suporte eficaz do banco e à funcionalidade do pequeno seletor que controla se o MX-30 anda para a frente, para trás ou se permanece em “ponto-morto”.

Mas mais do que pelos tecidos reciclados e pelas fibras que respiram, o interior tem nas portas freestyle, sem pilar central, com dobradiças de design específico, a sua característica mais marcante.

As portas dianteiras abrem num ângulo máximo de 82°, ao passo que as traseiras abrem para trás, num ângulo máximo de 80° (para condutor e acompanhante poderem colocar o cinto de segurança, as portas traseiras têm de ser fechadas primeiro).

O compartimento de bagagem, com 366 litros (incluindo espaço de arrumação sob o piso e excluindo sistema de som Bose), foi concebido para oferecer um volume adequado a todos os tipos de estilos de vida em família. O compartimento de arrumação sob o piso oferece um espaço adicional para acolher objetos mais pequenos.

A altura da extremidade inferior do portão traseiro foi pensada, segundo a Mazda, em função das características e morfologia do ser humano, de forma a facilitar a colocação e retirada dos objetos transportados na bagageira.

Dispositivos de segurança e várias “mordomias” em termos de equipamento também não faltam neste modelo 100% elétrico, como, aliás, seria de esperar, sendo a lista de série da versão Advantage deveras apelativa.

Condução agradável

O grupo propulsor do MX-30 adota um sistema eletrónico de passagens de caixa. Em linha com a filosofia da Mazda, de privilegiar a máxima segurança, o este modelo utiliza o esquema convencional da marca para a seleção de velocidades em transmissões automáticas (AT), ou seja, com a alavanca de comando bloqueada em cada uma das posições (“P-R-N-D”), o que facilita a perceção imediata da velocidade engrenada.

O esquema de seleção de mudanças tem a posição “D” (de “Drive”, bastando puxar o seletor para trás) “R” (de marcha-atrás, empurrando o seletor para a frente) e “P” (de “Park”, deslocado para o lado e para a frente). Uma configuração que acaba por tornar-se intuitiva e simples, oferecendo uma operação segura e precisa.

Tal como todos os Mazda atuais, também o MX-30 foi desenvolvido à luz da filosofia Jinba Ittai – condutor e viatura como um todo – num hino à engenharia da marca, ainda que adaptada a uma forma de mobilidade 100% elétrica.

Nesse sentido, ambas as estruturas do anel multidirecional da carroçaria e do sistema G-Vectoring Control (GVC) foram evoluídas para permitir explorar, em pleno, as características e qualidades únicas inerentes a um veículo elétrico.

A Mazda também desenvolveu o seu próprio conceito de pedal motor, adotando uma solução específica para o Mazda MX-30, com base no tradicional pedal do acelerador. Além disso, também está equipado com patilhas no volante para melhorar ainda mais o prazer de condução.

Com uma potência máxima e 107 kW (145 cv) e um binário máximo de 270,9 Nm (valores combinados de consumo de eletricidade de 19 kWh/100 km), o MX-30, de tração dianteira, acelera dos 0 aos 100 km/h em 9,7 segundos, alcançando uma velocidade máxima de 140 km/h.

Agradável de conduzir e com prestações de bom nível, este modelo sem emissões oferece ainda um nível de conforto deveras convincente. Os componentes de alta tensão do sistema e-Skyactiv abrangem o motor, a bateria, o inversor e conversor DC- DC.

O inversor converte a corrente contínua da bateria em corrente alternada para alimentar o motor, enquanto o conversor DC-DC faz descer a tensão para fornecer energia aos equipamentos auxiliares de 12V.

Consumindo 19 kWh/100 km (valor combinado de acordo com o ciclo WLTP), a autonomia do MX-30 é de apenas 200 km. A Mazda pode dizer que ultrapassa em muito a média de 48 km que os consumidores europeus percorrem no seu quotidiano, mas a verdade é que obriga a planear bem os trajetos, sendo esta a sua principal limitação.

Check-up Media Mazda MX-30 rear

E quanto a tempos e métodos de carregamento? O sistema e-Skyactiv pode ser carregado com recurso a potência AC até 6,6 kW ou em opção de carregamento rápido em modo DC. O MX-30 suporta 125 A de carga DC, quer com CHAdeMO ou COMBO de série.

Adotando a solução que melhor se adeque a cada região específica, torna possível carregar o MX-30 em qualquer posto de carregamento do planeta. As baterias do MX-30 podem ser carregadas de 20% a 80% em, aproximadamente, três horas com potência AC ou em, aproximadamente, 36 minutos em potência DC.

Preço? A gama começa nos €37.317 da versão Prime-Line e termina nos €39.817 da mais equipada variante Makoto (todos os níveis beneficiam contudo, de um desconto de €7.500 ao abrigo da campanha de financiamento).

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