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“Quando fiz três anos pedi como prenda não um pónei, mas sim um carro”, conta Catarina Diaz

Entre Londres, onde vive, e Portugal, na alma, a artista plástica teve tempo de visitar a Oficina Vip e admitir que o “bichinho automóvel” começou logo na infância.
Check-up Media Catarina Diaz Oficina Vip LIQUI MOLY

Quando olhamos para a obra de uma artista plástica como Catarina Diaz, residente em Londres, mas de alma muito lusitana, dificilmente a imaginaríamos uma apaixonada pelos automóveis e uma grande amante de ralis. Mas natureza da convidada da Oficina Vip não se esgota em definições simples. Basta observar como, nos seus trabalhos, combina realismo com surrealismo.

Ou mesmo a forma invulgar como conjuga óleos e acrílicos sobre o papel. Uma originalidade reconhecida um pouco por toda a Europa, onde tem exposto com frequência, e nas revistas que já destacaram às suas criações, como, por exemplo, a Artist Talk Magazine, a Vanity Fair e a Vogue.

Recuemos um pouco na história. E ao descobrimento da sua veia artística. “A criatividade é uma característica natural de todas as crianças, mas o facto de a minha mãe, desde a minha primeira infância, me ensinar a desenhar, me proporcionar experiências com várias técnicas artísticas como a aguarela, o pastel de óleo, e me dar a conhecer vários artistas e expressões plásticas, amplificou este meu lado criativo”, começa por revelar.

“Por outro lado, sinto-me uma privilegiada por ter crescido num ambiente especialmente ‘artístico’, rodeada de pintores, poetas, ceramistas e músicos (ainda hoje tenho dois músicos em casa – o meu marido e o meu filho). Apesar de nunca ter parado de criar, no momento da escolha profissional, acabei por abraçar uma carreira na área do ensino e das Relações Públicas e Internacionais em Portugal”, conta.

“Quando, anos depois, em 2011, decidi mudar-me para Londres, voltei a desenvolver o meu trabalho artístico, focado na collage analógica, para o qual foi importantíssimo uma masterclass ministrada pelo artista David Mach, membro da Royal Academy of Arts de Londres, que me deu uma inesperada perspetiva sobre a expressão artística e o recurso a técnicas mistas”, acrescenta.

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“Por essa altura, já era fascinada pelos grandes artistas da PoP Art britânica, como Peter Blake, uma referência significativa no meu trabalho. Desde então, não parei de criar e desenvolver a minha identidade artística”, afirma.

Mas e será que ainda se recorda do primeiro trabalho de collage analógica? “Foi a aplicação de recortes das típicas sardinhas portuguesas e motivos marinhos num desenho à vista de um modelo nu”, recorda Catarina Diaz.

Os tempos de pandemia são duros e estranhos para todos. Mas será que, pelo menos, despertam a criatividade? “São, de facto, tempos estranhos estes, mas são também tempos que nos convidam a descobrir outros lados nossos que desconhecemos. As minhas obras têm sempre um apelo visual à conexão com a natureza e com a essência humana”, explica.

“Como motif das minhas obras, as enigmáticas e sofisticadas figuras femininas são, no fundo, uma espécie de recriação de uma identidade (individual ou coletiva), em sintonia com a presença da natureza, sugerindo que esta nos pode oferecer a capacidade de restaurar a tranquilidade num mundo caótico. E este é o meu statement artístico: expressar uma mensagem de esperança e beleza, vida e renascimento”, acrescenta.

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Bichinho automobilístico

A paixão de Catarina Diaz pelos automóveis remonta aos primeiros anos de vida. E aponta a um continente mais quente. “Nasceu na minha primeira infância, quando ainda vivia em África. Enquanto a minha mãe me ensinava e incentivava a expressar-me artisticamente (além de também me ensinar a ler, escrever e contar, um pouco precocemente), o meu pai estava empenhado em meter-me o ‘bichinho do automobilismo’”, confidencia a artista à Oficina Vip.

“Aos três anos pedi-lhe como prenda para o meu aniversário, não um pónei, como a minha irmã mais velha, mas um carro! E ele deu-mo. O meu primeiro carro foi um Citroën grená (ver foto), ‘boca de sapo’, DS 23 de injeção eletrónica, novinho em folha. Era a minha mãe que o conduzia, por motivos óbvios”, conta.

Recorda ainda, com carinho, as competições que o seu pai organizava em Angola. “O meu pai, na altura, entre os anos 1969 e 1974, era um dos diretores do Sporting Club de Nova Lisboa/Huambo e fazia parte da organização das ‘6 Horas Internacionais de Nova Lisboa’. Foram tempos fascinantes e lembro-me nitidamente de assistir às provas e conhecer os pilotos e as equipas”, recorda Catarina Diaz.

Nessa época, nasceu, também, uma heroína: Michèlle Mounton, a primeira (e única) mulher a vencer um Campeonato Mundial de Ralis. “Era, de facto, a minha heroína. Segui-a atentamente durante a minha infância e adolescência passadas na Figueira da Foz (vim para Portugal com cinco anos). Acompanhei o seu percurso internacional com paixão e sonhava, secretamente, seguir um dia os seus passos na competição automobilística”, confidencia.

“Delirava vê-la ao volante do seu Audi Quattro, a vencer competições internacionais e etapas de ralis, até no nosso país. Ela era, efetivamente, uma grande inspiração para mim, um exemplo de mulher pela sua atitude vencedora na vida”, adianta. E acrescenta: “Era fã do Rali da Figueira, obviamente, e ainda hoje adoro conduzir nas estradas sinuosas da Serra da Boa Viagem, que faziam parte do percurso”, assegura Catarina Diaz.

“Passei momentos memoráveis da minha juventude na Figueira charmosa de que me orgulhava tanto e que espero, finalmente, com o atual presidente, Pedro Santana Lopes, volte novamente a ganhar vida e fazer parte do roteiro turístico, cultural e económico do país”, deseja.

“Aprendi a conduzir nas estradas da Figueira da Foz aos 13 anos (em estradas privadas e sem trânsito, claro!) e até finalmente poder tirar a carta, tinha o sonho recorrente que estava a conduzir – e acordava a sorrir. A minha paixão pelo desporto motorizado não esmoreceu ao longo do tempo e adorava juntar-me aos meus amigos para assistir a outras etapas de ralis, campeonatos de motocross e Fórmula 1 e até ‘fazer’ karting”, garante a artista.

Sem travão de mão

Atualmente, no dia a dia, é uma condutora tranquila. “É curioso, quando me mudei para Inglaterra iniciei uma fase diferente, e muito mais calma, na minha condução. Depois de conduzir carros desportivos e coupés em Portugal, adaptei-me a conduzir à direita e ao trânsito londrino em dois dias para poder levar o meu filho à escola e, nessa altura, passei a preferir outro tipo de carro”, conta.

“Estou agora muito mais cuidadosa e focada (nada de me maquilhar ou algo no género enquanto conduzo!) e em Londres começo, também, a apreciar ir no lugar do passageiro. Já não me irritam tanto os condutores mais lentos, mas ainda me alteram um pouco os condutores que não respeitam as regras de trânsito, os outros condutores e peões”, afirma.

No entanto, nem sempre foi assim tão contida. “Bom, que isto não sirva de exemplo para ninguém, mas o meu primeiro carro, quando era estudante universitária em Coimbra, ficou uma noite inesperadamente sem travão de mão, acredito que na sequência dos incontáveis piões que, na altura, eram trendy no meu círculo de amigos”, conta.

Hoje, conduz uma carrinha Mercedes-Benz C250 CGI, “com volante à direita, claro, muito confortável e fiável, onde facilmente consigo meter as compras, malas ou telas e cavaletes, quando necessário”, revela.

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“Adorava ter um BMW i8 (lá se ia o espaço interior!). Seria a minha contribuição para a sustentabilidade ambiental. Mas se a marca me quiser patrocinar em Portugal, contento-me com um modelo mais modesto”, brinca Catarina Diaz.

Nesta nova fase “mais tranquila como condutora e bastante corrida como artista plástica, tenho a sorte de o meu marido tratar da manutenção dos nossos carros”, afirma. “Em Londres, a manutenção e as revisões são feitas numa oficina representante da Mercedes-Benz há anos suficientes para podermos confiar plenamente”, diz.

Ainda assim, “posso orgulhar-me de ter aprendido, desde cedo, a identificar e resolver alguns problemas de mecânica”, refere. “Quanto a mudar pneus, até agora, sempre tive gente simpática a oferecer-se para ajudar. E se não tiver de sujar as mãos… melhor”, conclui.

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