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“Mobilidade futura, o futuro hoje”

Todos ouvimos falar do futuro da mobilidade e todos já ouvimos os especialistas referir que a mobilidade futura será conectada, elétrica, partilhada e autónoma.
Check-up Media José Moreira BMcar

Na prática, o que significa isto? Como será o utilizador normal afetado no futuro? Qual o impacto na atividade do pós-venda? As respostas para algumas destas questões já existem e já têm visibilidade no nosso quotidiano.

Outras, mais complexas de implementar, ainda não reúnem condições para serem visíveis. Do ponto de vista do serviço pós-venda, importa abordar alguns aspetos que serão, necessariamente, diferentes no futuro.

O contacto com o cliente

Assistimos a uma mudança na estrutura de clientes com a transformação do sistema de propriedade em sistema de utilização. Isto significa uma redução do cliente particular e um aumento de cliente das gestoras de frota, entre as quais as próprias marcas.

O contacto físico com o cliente diminuirá com a transição para uma interação maioritariamente digital. As marcas disponibilizam plataformas digitais para venda de serviços, marcação de serviços, processos de pick-up & delivery e de pagamento de serviços. A pandemia que vivemos acelerou este processo, que veio para ficar.

O apoio técnico e diagnóstico

A complexidade tecnológica das viaturas aumenta proporcionalmente à medida que são incorporados novos sistemas de ajuda à condução. Com a evolução rápida para os níveis mais elevados de condução autónoma, a tarefa de diagnóstico será cada vez mais exigente em termos de capacidade técnica.

A utilização de novas tecnologias de diagnóstico, com equipamentos específicos com recurso a realidade virtual e aumentada, permitirá um apoio remoto por equipas especializadas. Desta forma, os técnicos terão ao seu dispor todo o conhecimento necessário no diagnóstico e reparação.

 A reparação

A reparação propriamente dita será cada vez mais simplificada com viaturas 100% eletrificadas. Serão várias as reparações efetuadas com sucesso apenas com uma atualização remota dos dados das viaturas. Os componentes das viaturas eletrificadas são compactos e de fácil substituição.

Perspetivam-se ainda vários anos para que a mudança para viaturas 100% elétricas ocorra. Há, por isso, uma oportunidade para que a indústria do pós-venda possa fazer a necessária adaptação aos desafios futuros, que, já hoje, estão presentes no nosso quotidiano

José Moreira, Coordenador de Pós-venda da BMcar

Por outro lado, a recorrente inclusão de sistemas avançados de ajuda à condução (ADAS) tem contribuído para a redução da sinistralidade e consequente redução de visitas à oficina. Estima-se, por exemplo, que o aviso de colisão com função de travagem seja responsável por uma redução de cerca de 38% na sinistralidade.

A certificação dos técnicos será mandatória para manuseamento destes sistemas, em particular para os que envolvam segurança. As necessidades de manutenção serão reduzidas. A título de exemplo, nos dias de hoje, uma viatura 100% elétrica necessita basicamente de pneus, escovas limpa-vidros e mudança de óleo dos travões.

Os factos referidos anteriormente permitem antever grandes desafios para o setor automóvel nos próximos anos, em particular no que respeita ao pós-venda. Será que deveremos estar preocupados?

A gradual substituição do parque circulante, apesar dos crescimentos acelerados verificados anualmente na venda de viaturas 100% elétricas, não ocorrerá de forma abrupta. Aspetos como a cobertura da infraestrutura elétrica de carregamento rápido e ainda alguma resistência por parte do consumidor, justificada com a alegada reduzida autonomia elétrica, condicionarão a escolha 100% elétrica.

Entretanto, o processo de eletrificação de viaturas prossegue em ritmo elevado, com a venda de híbridos e híbridos plug-in até a legislação ambiental assim o permitir. Investimento em formação técnica especializada e digitalização dos processos de pós-venda também serão determinantes para a fidelização de clientes no novo contexto que se avizinha.

Perspetivam-se ainda vários anos para que a mudança para viaturas 100% elétricas ocorra. Há, por isso, uma oportunidade para que a indústria do pós-venda possa fazer a necessária adaptação aos desafios futuros, que, já hoje, estão presentes no nosso quotidiano.

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