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Risque o asfalto, mas não arrisque: sabe quando levar os travões à revisão?

Os travões são os componentes mais sujeitos a esforços. E o seu desgaste excessivo manifesta-se em pequenos sinais. Sabe reconhecê-los?
Check-up Media Pro4matic Mecânico Virtual travagem

Não há componentes supérfluos num automóvel. Todos têm a sua função, embora uns assumam maior importância do que outros. É o caso dos travões, cruciais para a segurança na estrada, e que, juntamente com os pneus e amortecedores, são responsáveis pelo comportamento dinâmico do veículo.

Mas não só. Os travões são, também, um dos componentes mais solicitados. Mais sujeitos a abusos. Muito pé e muito pouca cabeça, não raras vezes.

A utilização intensa do dia a dia, no para-arranca do trânsito. acentuam o desgaste dos travões, colocando em risco a segurança rodoviária, sabendo-se que o equilíbrio e a distância da travagem dependem do bom estado destes. Por isso, é fundamental saber interpretar corretamente todos os sinais de desgaste.

As peças mais importantes e, também, de desgaste mais rápido, como as pastilhas e os discos ou os calços e tambores em alguns tipos de veículos, são as primeiras a acusar sinais de fadiga, que nem sempre são fáceis de perceber, mas indicam o momento de recorrer à oficina para rever o estado dos travões.

Entre os sintomas mais comuns de anomalias no sistema de travagem de um automóvel, estão os ruídos que acompanham o movimento do pedal. Ouvir chiar ou um silvo quando pressiona o travão são sinais de que as pastilhas podem estar gastas e necessitam de ser substituídas o quanto antes.

O mesmo deve acontecer quando, em travagens a velocidade mais elevada, sentir uma leve trepidação debaixo do pé. Mas é bastante mais extensa a lista de outros avisos de perigo que ajudam a identificar eventuais problemas e uma avaliação correta ao bom estado do dispositivo. Mas vamos por partes. Ou, melhor dizendo, por peças.

Pastilhas, as principais vítimas

Sempre que solicitadas pela ação do pedal do travão, as pastilhas pressionam os discos fazendo o veículo reduzir a marcha ou parar. Um chiar ou uma espécie de silvo poderá indicar que estão gastas ou prestes a atingir o seu limite.

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Importa, ainda assim, confirmar junto de um mecânico ou de um técnico especializado se aquele componente apresenta mesmo um desgaste que justifique a substituição, até porque o ruído, quando se solicitam os travões, pode resultar de outras maleitas, como, por exemplo, a falta de afinação da suspensão ou mesmo do próprio sistema de travagem.

Com o calor excessivo, os materiais utilizados podem dilatar-se, criando folgas e, mais tarde, o referido silvo. Tenha, então, em conta que, em automóveis que fazem poucos quilómetros, conduzidos fora do para-arranca da cidade, ou que tenham boa manutenção, as pastilhas podem durar cerca de 20 mil km, sugerindo-se a troca depois de ultrapassada esta marca de referência, idealmente por peças de origem.

Calços, mais resistentes, mas…

Em conjunto com o tambor são responsáveis pelo sistema de travagem das rodas traseiras nos veículos que não estão equipados com discos nas quatro rodas. São menos dispendiosos do que as pastilhas, duram três vezes mais, mas os testes dinâmicos comprovam que também têm menor eficiência.

O condutor percebe que estão gastos quando, a cada travagem, o sistema demora mais tempo a responder, denotando perda de eficácia. Tal como acontece com as pastilhas, em caso de troca, a opção que deve sempre considerar é a aquisição de peças de origem.

ABS, trepidações são normais

Com a democratização deste sistema que evita que as rodas do automóvel bloqueiem durante uma travagem mais brusca, grande parte dos condutores tiveram de habituar-se às reações diferentes do pedal do travão.

Se o pedal trepidar quando o solicitamos, não significa que está avariado ou que existem peças soltas no interior do veículo, mas que o sistema está a operar corretamente para que as rodas não fiquem bloqueadas durante a travagem.

A principal função do ABS é manter o automóvel equilibrado e manobrável em qualquer situação. E é por isso que, quando entra em funcionamento, quase sempre em situações de emergência, transmite ao pedal uma série de barulhentas trepidações.

Óleo dos travões, não esquecer

 O óleo dos travões deve ser trocado a cada dois anos, mesmo que o veículo não circule muito. A deterioração deste fluído não depende apenas do tipo de utilização. Quando novo, 0,3% do peso do fluído dos travões é água. Mas, passados cerca de dois anos, essa relação pode ser já de 3%.

Siga os conselhos do mecânico da Pro4matic - Air Suspension Center

As peças mais importantes e, também, de desgaste mais rápido, como as pastilhas e os discos ou os calços e tambores em alguns tipos de veículos, são as primeiras a acusar sinais de fadiga, que nem sempre são fáceis de perceber

Com esta quantidade de água infiltrada, o ponto de ebulição do fluido baixa muito, podendo mesmo ferver ou formar bolhas no interior das pinças, afetando, de forma muito perigosa, o funcionamento do sistema, podendo mesmo o carro deixar de travar.

Por tudo isto, é altamente recomendável que, após as temperaturas altas do verão, o condutor verifique o nível deste óleo após as viagens mais longas, demoradas exposições ao sol e solicitações mais frequentes. Se o nível estiver abaixo do limite mínimo, encha o reservatório pela medida indicada pelo fabricante.

Tubagens, verificar sempre o estado

É sempre recomendável que se verifique o estado das tubagens de borracha e as peças de vedação do circuito. Com a temperatura elevada e o contacto com óleo e detritos vários sofrem maior desgaste.

Os veículos mais antigos tinham um sistema de travagem equipado com circuito simples e o rompimento de um tubo colocava em risco a segurança da viatura e dos ocupantes. Hoje, o circuito é duplo e o condutor pode identificar os danos nas tubagens quando o pedal se torna esponjoso e começa a travar muito em baixo.

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