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“A nossa cultura não passa por conformarmo-nos”, diz José Carvalho

Administrador da Romafe (à esq.ª de Mónica França e José Vaz) acredita que, em 2021, os números voltarão a ser positivos, depois de um 2020 complicado. Os 75 anos da empresa são trunfo.
Romafe administração

Sem meias palavras: 2020 foi um ano difícil. Mesmo para uma empresa que conta 75 anos de história. Basta ver que, nesta sua longa caminhada, apenas dois anos foram encerrados sem crescimento. O ano passado, subjugado à pandemia, foi um deles.

Mas a capacidade de evolução é um músculo desenvolvido pela experiência. Em entrevista ao Check-up, José Carvalho, administrador da Romafe (cargo que partilha com Mónica França e José Vaz) garante que o “conformismo” nunca fez parte do ADN da empresa.

A Romafe celebrou 75 anos em 2020, um dos períodos mais difíceis das nossas vidas. Como foi a adaptação da empresa a esta nova realidade? O facto de ter uma história tão longa ajudou a lidar com este contexto pandémico?

Ao longo da nossa história, apenas em dois anos não se verificou um crescimento da empresa. 2020 foi um desses anos, mas não perdemos a nossa estabilidade economico-financeira. Claro que a experiência e conhecimento que adquirimos ao longo do tempo são fundamentais para lidar com crises profundas como a que ainda estamos a viver.

Mas, acima de tudo, conseguimos manter a confiança da parte dos nossos colaboradores e parceiros de negócios.

Como tem a empresa conseguido manter os serviços de apoio técnico e de proximidade com os clientes durante a pandemia?

Como é normal, esta crise pandémica diminuiu drasticamente o contacto físico em todos os setores de atividade.

Na Romafe, tivemos de nos adaptar, nunca pondo em causa a saúde e a segurança de colaborares ou clientes, mas, também, garantindo o apoio técnico necessário, pois sabemos que as empresas não podem parar, pelo menos no que depender de nós.

Romafe SKF
A capacidade de superação e evolução, bem como a confiança dos parceiros, tem sido um dos grandes trunfos da Romafe ao longo da sua história. Diria que estas virtudes ganham ainda mais importância no período que vivemos?

É fundamental uma empresa evoluir sempre, seja em que contexto for, porque sabemos que, se pararmos, haverá quem não o faça. Na minha opinião, esta situação apenas veio acelerar algumas mudanças. Claro que ter essa capacidade de adaptação, aliada a uma relação próxima com parceiros, faz toda a diferença.

A especialização é outra das mais-valias…

Ser especialista numa área de atividade e oferecer serviços de “A” a “Z”, pensados para cada cliente, é, sem dúvida, uma mais-valia sempre. Quanto melhor formos, mais difícil será substituírem-nos. E quanto melhor conhecermos o setor, mais fácil será adaptarmo-nos.

A pandemia obrigou a redefinir a estratégia da empresa?

A empresa tinha planos e metas traçadas. Claro que foi necessário reajustar e ter uma atitude mais prudente. Não mudámos a estratégia, mas tivemos de adaptá-la à conjuntura atual, a qual ninguém poderia prever.

Romafe UFI
Internamente também houve algumas mudanças. Qual foi o objetivo?

A Romafe investiu num novo armazém para o setor automóvel, bem como em pessoas capazes e conhecedoras do ramo. Qual é o objetivo? Termos uma palavra a dizer na área. E, isso, seria impossível sem recursos, pessoas e parceiros.

Cumpridos cinco meses de 2021, é possível fazer já um balanço? Existe uma maior confiança do setor? Prevê que o segundo semestre seja positivo?

Essa confiança começou-se a sentir-se no início do segundo trimestre do ano. Desde aí, temos notado um mercado mais animado e o futuro prevê-se que seja de crescimento.

A Romafe tem apostado forte na área automóvel. Quanto representa esta área para a empresa? E até onde poderá crescer?

Ao longo dos anos, a Romafe é tradicionalmente associada somente ao setor da indústria. O objetivo tem sido fazer essa dissociação e passa por criarmos uma imagem sólida no mercado, e, consequentemente, crescer. Até onde? Não saberemos, mas a cultura da empresa não passa por conformamo-nos.

Neste campo têm estabelecido parcerias nos lubrificantes (Rowe) e, mais recentemente, com a Valeo, para a comercialização de embraiagens e kits de escovas. Qual a importância destas duas marcas, bem como de outras, para a Romafe?

A Romafe tem parceria ibérica exclusiva com a marca de óleos Rowe para a comercialização dos seus produtos, tanto no setor da indústria como automóvel. Por isso, é uma parceria importante e que tem dado os seus frutos.

Também estabelecemos parceria com a UFI, especialista em filtragem. Mais recentemente, com a TRW, marca consolidada na produção de sistemas de travagem, e com a Valeo, que prima por elevados padrões de qualidade e que dispensa apresentações.

Qual a importância da relação com a SKF?

É uma marca nossa parceira já há vários anos, também no setor da indústria. Sendo nós uma empresa que revende produtos e que serve os clientes também com um produto associado, termos parcerias de confiança é crucial, como é o caso.

A ideia é diversificar ainda mais as áreas de atuação? 

Como disse, o objetivo passa por ganhar ainda maior solidez. A empresa tem-se diversificado através de parcerias com novas marcas. Mas fá-lo de uma forma estratégica e ponderada, sabendo que diversificar sem antes sermos especialistas nessa área de atuação, de pouco adianta.

Romafe Corteco
Que novidades podemos esperar da Romafe na área automóvel?

Mais do que esperar novidades, pode-se esperar uma empresa assente em valores dos quais não abdica e que, além de vender produtos, fornece soluções adaptadas a cada cliente. Para nós, esse é o verdadeiro significado de “parceiro”, onde existe valor agregado e um crescimento mútuo.

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