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“Negócio digital, mas humano”

O negócio automóvel, como quase todos, está cada vez mais digital. É inegável. A vertente presencial deste setor mantém-se, no entanto, essencial e tenho dúvidas de que alguma vez deixe de o ser.
Aquiles Pinto Soc. Com. C. Santos

Como em quase tudo na vida, há que colocar as coisas em perspetiva e o presencial não tem de ser antagónico do digital. Pelo contrário, há uma complementaridade intrínseca.

Quando, nos anos 1950, a televisão surgiu, muitos foram os especialistas que anteciparam o fim da rádio. Porém, aquele setor soube adaptar oferta e plataformas. No caso do setor automóvel, vários especialistas previram o fim dos vendedores, mas a verdade é que estes profissionais são cada vez mais necessários. Com a variedade enorme de opções de financiamento, de segmentos e de tecnologias disponíveis, todo o aconselhamento ao cliente é bem-vindo.

Em sentido contrário, várias profissões e áreas de atividade pura e simplesmente desapareceram no espaço de pouco tempo por se terem tornado obsoletas tecnologicamente. Um dos exemplos são os clubes de vídeo, que, com a chegada das plataformas de aluguer à distância dos operadores de telecomunicações e, sobretudo, dos gigantes do streaming, deixaram de fazer sentido.

Investimento no online e no presencial

Também o negócio automóvel está cada vez mais digital. Nem tanto pela “viagem de compra” totalmente realizada pela Internet (embora seja uma realidade), mas por ser já um processo omnicanal.

Um estudo de 2018 encomendado pela Google à consultora Kantar revela que 92% dos compradores de automóveis pesquisam online antes de escolherem a viatura.

Vários especialistas previram o fim dos vendedores de automóveis, mas a verdade é que estes profissionais são cada vez mais necessários. Com a variedade enorme de opções de financiamento, de segmentos e de tecnologias disponíveis, todo o aconselhamento ao cliente é bem-vindo

Aquiles Pinto, Relações Públicas da Soc. Com. C. Santos

Depois, a complexidade que representa a compra de um veículo – pelo valor da transação, mas, também, por incluir, muitas vezes, uma retoma e a experiência de condução ser essencial – leva a que o processo tenda a passar para o físico.

Não obstante, se há alguns anos o processo era 100% físico logo a seguir às primeiras pesquisas, no presente o contacto com as equipas de vendas já começa pelas plataformas digitais (até porque 80% das pessoas têm perfis em, pelo menos, uma rede social). São cada vez mais mostrados vários detalhes das viaturas por esse modo.

Com efeito, os operadores têm procurado aumentar a disponibilidade digital para o mercado. A exemplo de outras empresas, a Soc. Com. C. Santos, como operador presente no mercado há 75 anos, procura dar resposta à necessidade de todos os seus clientes e tem apostado no canal online.

No entanto, continuamos a dar enorme importância ao presencial. Temos em curso um investimento de seis milhões de euros para triplicar, para 3.000 m2, a área de showroom nas nossas instalações-sede, junto ao Aeroporto do Porto, com inauguração prevista para o último trimestre deste ano.

Repito, é necessário colocar o tema em perspetiva. Devemos ter em mente que o negócio é cada vez mais digital, mas nunca deixará de ser humano e de ter a experiência sensorial do cliente no topo das prioridades. Presencial não é antagónico de digital, é complementar.

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