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“A história do automóvel e do… pneu”

Reza a história que a primeira tentativa de construção daquilo que, hoje, é um automóvel, aconteceu na China, no ano de 1672. Era de uma escala muito pequena, movido por um motor a vapor e não podia albergar nenhum motorista.
José Saraiva Rodrigues Tyres

Foi na Alemanha que, efetivamente, surgiu o primeiro modelo movido por um motor e que permitia, pelo menos, um passageiro: o Benz Patent Motorgen. Tinha um motor de 954 cc com um cilindro. Usava pneus sólidos e rodas de aço raiadas. Desde o lançamento deste famoso modelo, no longínquo ano de 1886, até aos nossos dias, a evolução do automóvel foi verdadeiramente impressionante.

Qualquer comparação entre esse modelo concebido por Karl Benz com um Tesla S ou até, simplesmente, com um BMW i3, é um exercício de imaginação muito difícil e ilustra a evolução impressionante nestes mais de 130 anos. As crescentes evoluções tecnológicas, as expectativas dos consumidores e as nem sempre devidamente justificadas preocupações ambientais, foram um catalisador para esta incrível evolução.

Também o pneu (setor a que dedico os últimos 30 anos da minha vida profissional) experimentou uma evolução muito grande. Quando, em 1888, o veterinário e inventor escocês John Boyd Dunlop criou um pneu com câmara de ar para a bicicleta do seu filho, certamente estaria longe de imaginar que acabara de criar a ideia de um produto que continua a ser o único elemento de ligação entre qualquer veículo e o solo, além de permitir transformar toda a potência do mesmo em movimento.

Ao contrário do que muita gente imagina, o pneu é, nos dias de hoje, um produto muito técnico, onde, atualmente, se incorporam as matérias-primas mais inovadoras e se empregam moderníssimos processos de fabricação

José Saraiva, Diretor Comercial da Rodrigues Tyres

Posteriormente, em meados do século XX, a criação do pneu radial e a sua divulgação e industrialização, veio permitir e ajudar também à evolução do automóvel. As elegantes rodas de 10”, 12”, 13” e 14” deram lugar às estilizadas jantes de 17”, 18” e 19” que equipam veículos que podemos considerar utilitários.

Ao contrário do que muita gente imagina, o pneu é, nos dias de hoje, um produto muito técnico, onde, atualmente, se incorporam as matérias-primas mais inovadoras e se empregam moderníssimos processos de fabricação.

Voltando ao automóvel, e não querendo, de forma alguma, criar polémicas desnecessárias, parece-me claro que a “eletrificação” do mercado tende a ser uma solução a prazo e que, dentro de uma década, estará completamente posta em causa.

A longo prazo, será muito complicado gerir questões ambientais que nunca forma devidamente acauteladas, além da rede elétrica de muitos países não ter capacidade para “carregar” tantos veículos.

A solução “hidrogénio”, na qual o nosso país está a planear algum investimento, é, na minha opinião, a via que permitirá conceber verdadeiramente o automóvel do futuro.

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